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Suspeito de liderar grupo extremista pode ser solto na Indonésia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dos principais clérigos muçulmanos da Indonésia, Abu Bakar Bashir – suspeito de liderar o grupo extremista Jemaah Islamiah – poderá ser libertado no próximo mês, depois de uma decisão judicial ter reduzido a sua sentença à metade. Bashir, de 65 anos, havia sido condenado a três anos de prisão por subversão por supostamente participar de uma conspiração contra o governo. Ele também havia sido acusado de liderar o Jemaah Islamiah, responsabilizado pelo atentado a Bali que deixou 202 mortos em 2002, mas foi absolvido da acusação. Os advogados de Bashir dizem que ele poderá ser solto já no próximo mês, quando terão passado 18 meses de sua prisão, e pedem a retirada de todas as acusações que pesam sobre o seu cliente. O correspondente da BBC em Jacarta Tim Johnston informa que, apesar das alegações da polícia e de especialistas em terrorismo de que Bashir era o líder espiritual do Jemaah Islamiah, ele nunca foi a julgamento acusado de terrorismo. Além dos atentados em Bali, atribui-se ao grupo responsabilidade por ataques como o que matou 12 pessoas no hotel Marriott em Jacarta, em agosto passado. Sem explicação O tribunal de Moegihardjo não apresentou as razões para a redução da pena de Bashir, que é a segunda em quatro meses. O clérigo já havia obtido uma vitória na Justiça em novembro, quando a Suprema Corte de Jacarta manteve sua condenação por falsificar documentos de identidade, mas mudou a sua sentença de quatro para três anos. Um representante da corte disse à agência de notícias Associated Press que a decisão de novembro foi tomada porque não havia provas para sustentar a acusação. O advogado de Bashir, Achmad Michdan, disse que "a lei provou" que o seu cliente é inocente e deu a entender que as acusações só não são retiradas por causa da "pressão política dos Estados Unidos, da Austrália e de Cingapura". A absolvição de Bashir da acusação de liderar a conspiração para derrubar o governo foi criticada por vários países cujos cidadãos morreram nos ataques atribuídos ao grupo. O correspondente da BBC em Jacarta informa que pelo menos cinco dos 11 principais membros do grupo extremista se formaram em um escola fundada por Bashir, situada no centro de Java, a escola não foi fechada. Segundo Tim Johnston, a decisão sobre Bashir deverá colocar em debate novamente a disposição da Indonésia em combater o extremismo. |
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