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Atualizado às: 08 de março, 2004 - 20h40 GMT (17h40 Brasília)
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Brasil admite à ONU ter 25 mil em condição de escravos
Ilustração de escravos
Segundo a delegação brasileira, 25 mil vivem em condições semelhantes à escravidão
O Brasil admitiu perante a ONU ter ainda 25 mil pessoas "sujeitas às condições de escravidão", segundo relato da delegação brasileira no Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial das Nações Unidas.

As declarações da delegação, que contou com a secretária para Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, foram feitas durante a revisão de relatórios sobre a implementação de políticas de combate ao racismo no país.

"Mais de 100 anos se passaram desde a abolição da escravidão no Brasil, mas ainda existe o uso de trabalho escravo", afirmou a delegação, segundo a transcrição dos debates na ONU feito pelo comitê.

No mesmo encontro, a delegação brasileira admitiu também que 600 mil crianças nascem anualmente e não são registradas e que cerca de 20 milhões de brasileiros são analfabetos.

O governo brasileiro prometeu combater o trabalho escravo e disse ter colocado em prática leis que punem os autores do crime com penas de dois a oito anos.

A delegação afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende erradicar o trabalho escravo até 2006.

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