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Brasil admite à ONU ter 25 mil em condição de escravos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil admitiu perante a ONU ter ainda 25 mil pessoas "sujeitas às condições de escravidão", segundo relato da delegação brasileira no Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial das Nações Unidas. As declarações da delegação, que contou com a secretária para Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, foram feitas durante a revisão de relatórios sobre a implementação de políticas de combate ao racismo no país. "Mais de 100 anos se passaram desde a abolição da escravidão no Brasil, mas ainda existe o uso de trabalho escravo", afirmou a delegação, segundo a transcrição dos debates na ONU feito pelo comitê. No mesmo encontro, a delegação brasileira admitiu também que 600 mil crianças nascem anualmente e não são registradas e que cerca de 20 milhões de brasileiros são analfabetos. O governo brasileiro prometeu combater o trabalho escravo e disse ter colocado em prática leis que punem os autores do crime com penas de dois a oito anos. A delegação afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende erradicar o trabalho escravo até 2006. |
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