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Se pudesse, faria lista de 100 só com brasileiros, diz Pelé | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Fazer uma lista dos maiores jogadores de todos os tempos para ilustar o livro comemorativo do centenário da Fifa foi uma tarefa duríssima, segundo Pelé. "É muito difícil. Se pudesse, daria para fazer uma lista de 100 só com brasileiros", afirmou, durante a entrevista coletiva organizada pela Fifa no centro de Londres para divulgar a lista. "É uma honra participar deste centenário. É fantástico!" "Quando você tem muitos, para escolher poucos, é difícil. Dá uma dor no coração", disse Pelé à BBC Brasil na saída da Academia Real de Artes, local do evento. Segundo Pelé, a idéia inicial era ter 100 jogadores (50 em atividade e 50 aposentados). Quando ele reclamou que o número era muito pequeno, cogitou-se a possibilidade de expandir a lista para 300. A Fifa não aceitou, mas acabou cedendo e aceitando 75 aposentados. Fotos juntas O número de fotos, no entanto não mudou, já que alguns jogadores posaram juntos para as fotos. A inclusão de duas mulheres também foi uma exigência de Pelé, que escolheu duas americanas: Mia Hamm e Michelle Akers. Inicialmente, a lista seria composta apenas por homens. Ao lado de Pelé, na entrevista, estava um jogador em atividade, Thierry Henry, da seleção francesa e do time inglês Arsenal. "É uma honra me sentar ao lado de Pelé, e foi bom ter essa experiência diferente (de ser fotografado) fora dos campos", declarou o francês. De acordo com a Fifa, apenas dois jogadores se recusaram posar para as fotos: o holandês Marco van Basten e o alemão Uwe Seeler. Segundo a versão oficial, o argentino Diego Maradona não se recusou a ser fotografado, mas "os contatos não evoluíram para que as fotos ficassem prontas a tempo". A mesma justificativa foi dada para a ausência de fotos novas do brasileiro Rivellino, que jogou com Pelé na Copa de 70 e não estava na lista vazada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira, do húngaro Ferenc Puskas, do alemão Gerd Müller, e do argentino Daniel Passarella. Para preencher as ausências, o livro traz fotos de arquivo desses oito jogadores. Os melhores de hoje Pelé foi pressionado várias vezes para reduzir a lista. Ao ser questionado quem seria o melhor jogador de todos os tempos, excluindo a possibilidade de votar em si mesmo, Pelé desconversou diplomaticamente e não respondeu. Depois de perguntas do tipo terem sido repetidas, ele concordou em fazer a lista dos três melhores jogadores em atividade. "Então seriam: (os franceses Zinédine) Zidane, (Marius) Tressor, Roberto Carlos, Ronaldo e (o italiano, Alessandro) Nesta. Está vendo é muito difícil, era para ser uma lista de três e já falei cinco", disse, com bom humor. A inclusão de Marius Tressor foi inesperada e, mudado o assunto, o craque não se explicou. Tressor jogou pela França nas Copas do Mundo de 1978 e 1982 e já não está mais em atividade. Talvez Pelé tenha confundido-o com outro jogador da seleção francesa, David Trezeguet, que atua pela Juventus, da Itália. Para acompanhar o livro, que vai ser lançado em abril, a Fifa também organizará exposições com as fotos. A primeira delas será em junho, em um dos aeroportos de Paris, cidade na qual a Fifa foi fundada, em 21 de maio de 1904. Depois, a exposição passa por Londres, vai até o Japão e volta para a Europa, encerrando o giro no fim de 2004, no Museu Olímpico de Lausanne, na Suíça. |
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