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Relatório da Igreja revela mais 11 mil casos de abuso sexual | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 11 mil acusações de abuso sexual contra padres da Igreja Católica Romana nos Estados Unidos foram revelados em um relatório divulgado nesta sexta-feira. Os supostos abusos citados no relatório teriam começado nos anos 50 e atingido 4.440 padres, cerca de 4% do clérigo. O relatório é resultado de um levantamento nacional, sancionado pela Igreja Católica. Grupos representantes de vítimas de abuso sexual dizem que o número real pode ser ainda maior. Nova crise A Igreja Católica americana tem sido criticada por não lidar adequadamente com as acusações de abuso sexual, inclusive de crianças, feitas contra bispos. O cardeal Bernard Law, de Boston, foi forçado a renunciar em dezembro de 2002 em meio a acusações contra várias paróquias. Quinze meses depois, a Igreja deve enfrentar novos ataques à medida em que a dimensão dos abusos vai ficando mais clara. Alguns membros da Igreja Católica esperam que o relatório ajude a encerrar um doloroso e humilhante capítulo da história da instituição. Mas alegações de grupos representando as vítimas de que elas esperam chegar, em média, aos 44 anos para fazer as denúncias indicam que essas podem não ser as últimas acusações que a Igreja vai ter que enfrentar. Eles estimam que milhares de casos ainda podem vir à tona. Líderes da Igreja Católica, que descreveram o relatório como um marco na crise, enfatizam que a polêmica está se esvaindo. Mas eles devem sofrer novas pressões por mudança, incluindo maior transparência na administração da Igreja, maior participação de leigos – especialmente de mulheres – e até mesmo a revisão da obrigatoriedade do celibato clerical. |
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