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Paquistanês enviou urânio à Líbia, diz relatório | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O cientista nuclear paquistanês Abdul Qadeer Khan transferiu urânio enriquecido para a Líbia, segundo relatório divulgado pela polícia na Malásia. De acordo com o documento da polícia malaia, Buhary Syed Abu Tahir, apontado como assessor financeiro de Khan, afirmou que o urânio foi enviado em um jato paquistanês em 2001. Tahir, que vive na Malásia, também disse à polícia que o Irã pagou US$ 3 milhões (R$ 8,87 milhões) a Khan por peças de centrífugas usadas, na metade da década de 90. No início deste mês, Abdul Qadeer Khan confessou a venda ilegal de tecnologia para o exterior. Mesmo assim, o cientista paquistanês, que ainda é considerado um herói no país por ter conduzido o programa nuclear do Paquistão, foi perdoado pelo presidente Pervez Musharraf. Em dinheiro O relatório divulgado nesta sexta-feira é o resultado inicial de uma investigação conduzida pela polícia da Malásia sobre o envolvimento de Tahir, que nasceu no Sri Lanka, na rede de relações de Abdul Qadeer Khan. Durante a investigação, o suposto assessor do cientista paquistanês foi interrogado. Tahir também teria afirmado que a venda de dois contêineres de unidades de centrífuga para o Irã foi paga em dinheiro. "O dinheiro foi trazido em duas pastas e mantido em um apartamento, que era utilizado pelo perito de armas nucleares paquistanês toda vez que ele visitava Dubai", disse Buhary Syed Abu Tahir à polícia malaia. |
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