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Médicos encontram 350 moedas no estômago de um francês | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Médicos na França encontraram 350 moedas, além de colares e agulhas, na barriga de um homem que chegou em um hospital reclamando de dores no estômago. O paciente, de 62 anos, estava com o estômago inchado e não conseguia comer ou ir ao banheiro. A equipe médica ficou espantada quando efetuou um raio-x e descobriu uma massa de 5,5kg, o equivalente a uma bola de boliche, no estômago do francês. A família do paciente já havia advertido os médicos que ele tinha uma história de doenças psiquiátricas e que mantinha o hábito de engolir moedas. De fato, os médicos tinham retirado algumas moedas do estômago do homem em visitas anteriores ao hospital. Hábito Os cirurgiões descobriram moedas avaliadas em cerca de R$ 2,3 mil. Eles acreditam que o homem engoliu as moedas durante um período de dez anos.
As moedas e os outros objetos encontrados eram tão pesados que fizeram o seu estômago baixar até ficar à altura dos quadris. "Ele gosta de comer moedas", disse o médico Bruno François, que tratou o homem. "Quando ele era convidado para algumas casas, gostava de roubar moedas e comê-las." François revelou detalhes do caso em uma carta ao New England Journal of Medicine. "Esse caso serve para chamar a atenção a fatores importantes que deviam ser levados em conta no tratamento de pacientes que são mentalmente desequilibrados", disse o médico Lindesey Baden, um dos editores do jornal. Doença Os médicos dizem que o francês sofria de uma doença rara chamada "pica" – uma compulsão para comer coisas normalmente não consumidas como alimento. O nome provém da palavra latina Pega, nome de um pássaro que se pensa ser capaz de comer qualquer coisa. A doença pode assumir a forma de consumo de imundices, cinzas, giz, cabelo, sabão, escovas de dentes, fósforos queimados e outros objetos. Enquanto muitos são expelidos pelo do corpo naturalmente, outros precisam ser removidos cirurgicamente. François disse que uma vez tratou um doente que engoliu garfos. |
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