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Grã-Bretanha deve investigar dados sobre Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo britânico deve confirmar nesta terça-feira se vai lançar um inquérito a respeito das informações que levaram a Grã-Bretanha a participar da guerra no Iraque. A abertura do inquérito é dada como certa depois que o governo americano anunciou nesta segunda-feira que adotará uma medida similar. A decisão do presidente americano aumentou a pressão por investigações na Grã-Bretanha. Havia expectiva de que alguma medida seria anunciada na segunda-feira, mas a decisão não saiu devido a desentendimentos entre os partidos a respeito da amplitude do inquérito. Discórdia A correspondente da BBC Carolle Walker disse que o principal ponto de discórdia seria aparentemente a insistência dos membros do Partido Liberal Democrata em examinar não apenas se as informações estavam corretas, mas também as decisões tomadas com base nesta informações. Acredita-se que o ex-secretário ministerial lorde Butler, que serviu aos governos de Tony Blair e de Margareth Thatcher, vá liderar a investigação. Os detalhes deverão ser anunciados pelo ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, nesta terça-feira na Câmara dos Comuns. O governo britânico espera que todas as informações já estejam divulgadas quando o próprio primeiro-ministro Tony Blair aparecer diante da câmara baixa do Parlamento. Blair deve ser interrogado sobre o assunto pelos parlamentares. Acredita-se que membros dos três principais partidos britânicos - Conservador, Trabalhista e Liberal Democrata - entrem na comissão. Analistas sugerem que o inquérito pode seguir o formato do Inquérito Franks, realizado após a Guerra das Malvinas para avaliar por que a Grã-Bretanha não soube antes que os argentinos pretendiam invadir a ilha. |
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