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EUA admitem possível erro sobre armas do Iraque
A Casa Branca admitiu pela primeira vez que as informações nas quais se baseou para ir à guerra contra o Iraque podem ter sido erradas. A assessora para Segurança Nacional do presidente George W. Bush, Condoleezza Rice, sugeriu nesta quinta-feira que informações dos serviços de inteligência obtidas antes da guerra não se confirmaram. "Eu acho que o que nós temos são provas de que há diferenças entre o que sabíamos quando entramos (no Iraque) e o que foi encontrado em campo", afirmou Rice à rede de televisão americana CBS, em uma entrevistas sobre o assunto. Até então, o presidente Bush vinha insistindo que armas de destruição em massa seriam encontradas no Iraque. Inquérito A assessora de Bush, no entanto, rejeitou pedidos por um inquérito independente sobre as informações usadas nos planos de invasão do Iraque. As pressões por uma investigação aumentaram depois que David Kay, ex-chefe dos inspetores de armas dos Estados Unidos no Iraque, disse que não havia um arsenal significativo de armas irregulares no país antes da guerra. O correspondente da BBC em Washington Justin Webb diz que, desde o depoimento de Kay, está se revelando "impossível" para o governo americano continuar sustentando que armas de destruição em massa serão encontradas no Iraque. Apesar disso, Rice voltou a justificar a guerra iniciada em março do ano passado com o regime "perigoso" do então líder do país, Saddam Hussein. "Quando você lida com regimes que querem enganar, você nunca poderá ter certeza", disse Rice em outra entrevista, ao canal NBC. |
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