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Atualizado às: 28 de janeiro, 2004 - 23h32 GMT (21h32 Brasília)
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Israel e Hezbollah iniciam troca de prisioneiros
Elhanan Tannenbaum
O empresário israelense Elhanan Tannenbaum foi capturado em 2000

Israel libertou o primeiro grupo de prisioneiros árabes previsto em um acordo com o grupo ativista islâmico Hezbollah, que tem base no Líbano.

Mais de 30 árabes e um alemão foram levados de uma prisão perto de Tel Aviv para um aeroporto e transportados para a Alemanha, que mediou o acordo de troca de prisioneiros.

O Hezbollah, por sua vez, deverá enviar para a Alemanha o empresário israelense Elhanan Tannanbaume, capturado há mais de três anos, e os corpos de três soldados israelenses.

Legistas israelenses e rabinos do Exército vão examinar os corpos dos três soldados, que haviam sido capturados em 2000 pelo Hezbollah na fronteira entre Israel e o Líbano.

Críticas

O governo de Israel prometeu liberar um total de mais de 400 prisioneiros árabes e os corpos de 59 militantes libaneses.

O correspondente da BBC em Jerusalém Matt Prodger disse que o acordo é significativo porque Israel o negociou com o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e não com a liderança palestina.

Nasrallah está sendo visto como um herói por alguns palestinos por, aparentemente, ter conseguido o que três anos de intifada, dois primeiros-ministros sucessivos e o processo de paz não conseguiram, explicou Prodger.

Ainda segundo o correspondente, outros afirmam que estão decepcionados com o fato de que os nomes de alguns líderes militantes não estão na lista de prisioneiros a ser libertados.

Sharon

Por outro lado, muitos israelenses levantaram ressalvas em relação ao fato de seu governo ter negociado com um homem que ele considera um de seus piores inimigos.

Alguns políticos israelenses de direita criticaram o acordo, alegando que ele pode fortalecer os militantes palestinos e libaneses.

Mas o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que seu governo tomou a decisão correta ao realizar a troca de prisioneiros.

Sharon deverá comparecer a uma cerimônia para receber os restos mortais dos três soldados.

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