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Atualizado às: 18 de janeiro, 2004 - 00h14 GMT (22h14 Brasília)
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Arte que mostra suicida palestina na Suécia irrita Israel
a instalação Snow White (Branca de Neve)
A artista sueca Gumilla Feiler (esq.) e o artista israelense Dror Feiler refizeram a instalação Snow White

O governo de Israel pediu que o governo da Suécia retire uma instalação artística que mostra uma suicida palestina, afirmando que a obra incita mais ataques.

Na sexta-feira o embaixador israelense em Estocolmo, Zvi Mazel, foi expulso da galeria onde a instalação Snow White and the Madness of Truth (ou ''Branca de Neve e a Loucura da Verdade'', em tradução livre) estava exposta acusado de atos de vandalismo contra a obra.

A instalação mostra um barco flutuando em um líquido vermelho que tem como vela uma foto de Hanadi Jaradat, uma estagiária em advocacia de 29 anos que, em outubro, se matou em um ataque suicida em um restaurante em Haifa, Israel. Outros 19 israelenses morreram.

A trilha sonora da instalação é uma música do compositor Bach chamada, em tradução livre, Meu Coração está Nadando em Sangue.

Na sexta-feira, ao visitar o Museu de Antigüidades de Estocolmo onde a instalação estava, Zvi Mazel atirou uma das luminárias contra a obra e afirmou que a instalação é um ''chamado ao genocídio''.

Depois do incidente, Mazel foi expulso do museu e o ministério do Exterior sueco exigiu que o embaixador explique suas ações na segunda-feira.

'Liberdade de expressão'

''É impossível justificar a incitação e o cultivo ao ódio mostrado nesta exibição em nome da liberdade de expressão'', disse o porta-voz do ministério do Exterior israelense, David Saranger.

''O governo sueco não pode ficar indiferente e deve tomar medidas para retirar a obra.''

Saranger defendeu o ataque feito pelo embaixador à instalação, afirmando que ''nenhum israelense pode ficar indiferente''.

Dror Feiler, o artista israelense que colaborou com a obra disse que Mazel tentou censurar ''a liberdade de expressão e a liberdade artística''.

''Sou totalmente contra ataques suicidas'', acrescentou Feiler.

O diretor do museu, Kristian Berg, disse que a instalação vai permanecer onde está.

''Pode-se ter uma visão pessoal sobre o significado da obra, mas não é permitido usar violência e nunca deve ser permitido calar um artista'', afirmou.

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