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Bush propõe reforma da política de imigração
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, propôs nesta quarta-feira uma nova política de imigração prevendo a concessão de vistos de trabalhos temporários para estrangeiros que já estejam trabalhando ilegalmente nos Estados Unidos ou que tenham um emprego garantido ao chegarem no país. Os vistos seriam concedidos por um período de três anos, que podem ser renovados, mas ao fim deste prazo o imigrante teria de voltar para casa ou se submeter ao difícil e longo processo de conseguir uma autorização de residência permanente. Mas ao mesmo tempo que o plano do presidente facilita a vida de muitos imigrantes, também prevê um controle muito mais rígido das fronteiras para evitar a entrada de novos ilegais e a concessão para estrangeiros apenas de empregos que cidadãos americanos não queiram ocupar. ''A reforma deve começar aceitando um fato básico da vida e da economia: alguns dos empregos sendo criados com o crescimento da economia americana são empregos que os cidadãos americanos não estão preenchendo e que representam uma oportunidade imensa para estrangeiros que querem trabalhar'', disse em discurso o presidente americano. Congresso ''O governo vai criar um sistema para que os empregadores possam com facilidade saber se há cidadãos americanos interessados no trabalho e, caso contrário, oferecê-lo a trabalhadores estrangeiros.'' Mas as propostas apresentadas por Bush até agora representam apenas as intenções do chefe do Executivo americano. Uma proposta de lei incluindo todos estes princípios ainda tem de ser negociada com o Congresso e depois votada pelos parlamentares. As medidas foram apresentadas de modo a agradar a importante comunidade imigrante – principalmente hispânica e mais especialmente mexicana – nos Estados Unidos sem irritar demais as parcelas conservadoras da sociedade e do Partido Republicano. ''Sendo do Texas eu tive contato com muitas famílias de imigrantes, principalmente mexicanos. Eles trazem para o nosso país seus valores de fé em Deus, da importância da família, do trabalho duro e independência'', disse Bush no momento em que fez a única citação a uma nacionalidade específica. Aplausos Bush foi muito aplaudido pelos representantes de grupos de imigrantes que foram à Casa Branca assistir ao discurso de anúncio do plano. Aplausos interrompiam o presidente principalmente nos momentos em que ele citava benefícios que os imigrantes poderiam ter sendo legalizados. ''Com os vistos temporários os imigrantes receberão um cartão que lhes permitirá sair dos Estados Unidos para visitar seu país sem medo de ser impedido de voltar'', foi uma das afirmações que recebeu aplausos mais entusiásticos. Mas o presidente também foi bastante saudado pela platéia quando disse que os imigrantes ilegais que já estão no país não receberiam um tratamento favorecido em relação aqueles que vieram regularmente para o país e desde então tentam sua legalização. Volta O presidente também disse que é parte essencial do programa a criação de incentivos para que os imigrantes voltem aos seus países de origem depois de vencidos os vistos temporários de trabalho. Os que não quiserem podem tentar conseguir um visto permanente de residência – o chamado green card – mas terão de entrar na mesma fila de outros imigrantes sem a autorização temporária. ''Vamos trabalhar com o Congresso para aumentar o número de vistos permanentes concedidos todos os anos'', prometeu o presidente. Atualmente o governo americano concede 140 mil green cards por ano. Compaixão George W. Bush disse que os Estados Unidos precisam de leis de imigração que façam dos Estados Unidos um país com ''mais compaixão, mais humanidade e mais força.'' ''Como uma nação que valoriza a imigração e depende da imigração, nós devemos ter leis de imigração que funcionem e que nos façam orgulhosos. E hoje nós não temos.'' O presidente destacou ainda que atualmente cerca de 14% da força de trabalho americana é nascida no exterior e que há cerca de 35 mil estrangeiros servindo nas forças armadas americanas. |
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