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Atualizado às: 05 de janeiro, 2004 - 04h29 GMT (02h29 Brasília)
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Nova Constituição do Afeganistão ganha elogios
Delegados da loya jirga
Constituição vai abrir caminho para eleição em junho

O secretário geral das Nações Unidas Kofi Annan e o presidente Americano George W. Bush elogiaram a primeira constituição do Afeganistão após a queda do Talebã.

Annan disse que o documento seria “uma realização histórica” enquanto Bush declarou que ele iria servir aos interesses de todos os afegãos.

Líderes do Afeganistão votaram pela adoção de uma nova Constituição para o país, depois de três semanas de intensos debates na loya jirga, a grande assembléia de representantes das diferentes etnias afegãs.

O documento prevê uma presidência forte - como era o desejo do atual presidente, Hamid Karzai - e dois vice-presidentes.

Todos ganham

O objetivo da Constituição é consolidar um Estado etnicamente diversificado, para que ele se torne forte o suficiente para combater possíveis insurgentes do Talebã.

O acordo, alcançado depois de três semanas de intenso debate, também abre caminho para eleições em junho.

O presidente Karzai declarou que “não há vencedores ou perdedores. Todos ganharam.”

Presidente Karzai
A autoridade de Karzai vai pouco além da capital Cabul

“Terra orgulhosa

O Secretário geral das Nações Unidas Koffi Annan disse que a constituição “é outro passo importante no processo de paz que justifica o compromisso do povo afegão e da comunidade internacional”.

“Essa realização histórica representa a determinação do povo afegão de ver a transição de seu país para um Estado democrático e estável.”

O presidente americano George W. Bush também elogiou a constituição.

“Um Afeganistão democrático vai servir aos interesses e aspirações justas de todo o povo afegão e garantir que o terrorismo não encontre mais refúgio naquela terra orgulhosa”, declarou Bush em um comunicado oficial.

Divisões

"Este é um momento de grande orgulho e felicidade", afirmou o presidente do conselho, Sibghatullah Mujaddedi, diante dos 502 delegados, depois de a ampla maioria ter votado a favor da nova Constituição.

Segundo o correspondente da BBC em Cabul, Crispin Thorold, não foi especificamente mencionada a adoção da lei islâmica sharia, inteiramente baseada nos ensinamentos do Corão e pregada pelo regime Talebã.

Mas alguns analistas acreditam um artigo pode permitir que a lei seja reintroduzida "pela porta dos fundos".

A entrega do documento foi atrasada por causa de divergências sobre as línguas oficiais e a dupla cidadania de ministros.

Línguas

Pela nova Constituição, os dois idiomas oficiais do Afeganistão continuarão sendo o pashto, falado pelos patanes, e o dari, dos tadjiques.

A língua dos grupos étnicos minoritários será a terceira língua oficial nas regiões onde essas comunidades forem maioria.

A questão da dupla nacionalidade dos ministros também parece estar resolvida. Agora, se um possível ministro for cidadão de dois países, sua nomeação terá de ser aprovada pelo Parlamento.

Muitos dos atuais ministros do gabinete de Hamid Karzai têm dupla nacionalidade.

O enviado especial das Nações Unidas Lakhdar Brahimi elogiou a constituição, mas alertou que “ainda não existe lei no país”.

Apesar da presença de forças de paz internacionais, localizadas principalmente na capital Cabul, exércitos particulares ainda mantém o controle da maior parte do Afeganistão.

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