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Documentos dizem que EUA cogitaram invadir árabes
Documentos secretos recém-revelados pelo governo britânico indicam que os Estados Unidos cogitaram invadir países árabes em 1973 para acabar com a crise do petróleo. De acordo com os relatórios de inteligência britânicos, o secretário americano de Defesa na época, James Schlesinger, deu demonstrações claras de que meios militares poderiam ser considerados para acabar com o embargo de petróleo imposto pelos países árabes. O embargo havia sido anunciado em represália aos países que apoiaram Israel na Guerra do Yom Kippur, em outubro do mesmo ano. A inteligência britânica acreditou, na época, que os alvos mais prováveis da invasão americana seriam Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e advertiu aos Estados Unidos que tal decisão poderia aumentar o apoio mundial à União Soviética. A invasão, contudo, acabou sendo evitada com o fim do embargo árabe. Chile Outros documentos indicam que a Grã-Bretanha tentou evitar atritos com o governo do general Augusto Pinochet no Chile, depois de ele ter assumido o poder em um golpe de Estado, também em 1973. Na época, o embaixador do Chile na Grã-Bretanha, Alvaro Bunster, e sete dos funcionários da embaixada pediram proteção às autoridades britânicas. Eles haviam sido expulsos da embaixada pelo adido militar, após o golpe de Estado em Santiago, e poderiam pedir asilo político à Grã-Bretanha. Embora publicamente o Ministério do Exterior britânico afirmasse que os pedidos de asilo seriam considerados, os documentos provam que o Ministério se uniu a outro, o do Interior, num esforço para tentar convencer os diplomatas a não fazer isso. Os diplomatas chilenos, em troca, receberiam autorização para morar e trabalhar na Grã-Bretanha. O fato de os diplomatas não terem recebido asilo político foi considerada uma forma de evitar o que o Ministério do Exterior chamou de "constrangimento" nas relações com o novo governo do general Pinochet. |
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