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Grã-Bretanha limita atendimento médico a turistas
O governo britânico anunciou nesta terça-feira novas regras para o tratamento médico de turistas estrangeiros e de imigrantes que tiveram o pedido de asilo negado no país. Segundo o governo, o "turismo da saúde", em que as pessoas visitam a Grã-Bretanha exclusivamente para tirar proveito do sistema público de saúde e receber tratamento médico de graça, custa cerca de 200 milhões de libras por ano (pouco mais de R$ 1 bilhão) e atrasa o tratamento de outros pacientes. A partir de abril, esses pacientes devem ter que pagar o tratamento antecipadamente, a não ser que seja uma emergência, ou um caso de doença infecciosa. Associações médicas criticaram os planos, alegando que não querem interrogar pessoas doentes sobre sua situação imigratória. Brechas na lei Políticos da oposição também questionaram as novas medidas. Já há regras restringindo o tratamento gratuito, mas, segundo o governo, elas não são seguidas propriamente e há muita gente se aproveitando das brechas. Representantes do governo citam casos de mulheres já em final de gravidez que chegam ao país com visto de turista sabendo que vão receber tratamento gratuito. Alguns viajantes a negócio estariam trazendo mulheres e filhos e, "de repente", descobrindo que têm algum problema de saúde. Os hospitais não pedem aos pacientes que provem que têm direito ao tratamento pelo sistema público de saúde britânico e não fazem o suficiente para recuperar os custos, diz o governo. O ministro da Saúde, John Reid, disse que, "se turistas legítimos ficarem doentes, é claro que faremos o que é preciso ser feito, mas não somos idiotas". "Há uma diferença entre ser civilizado e ser feito de bobo." Reid disse que as novas regras também são dirigidas aos imigrantes ilegais que estão "efetivamente roubando o tratamento médico do povo deste país". "Não estou falando de tratamentos de emergência, questões de vida ou morte. Estou falando de tratamentos de rotina, que fazem com que o povo deste país, que tem direito legal e moral ao tratamento, tenha que esperar por mais tempo nas filas." Ainda não está claro como as novas regras serão aplicadas. Segundo o Ministério da Saúde, não será preciso aumentar os funcionários no setor de adminsitração dos hospitais. Mas a Associação de Médicos Britânica afirma que não cabe aos médicos controlar o sistema. Edwin Borman, presidente do comitê internacional da AMB, questionou se há alguma evidência de que o "turismo da saúde" seja um problema significativo. Ele acrescentou que não quer ver médicos se tornando "agentes do Estado" em um sistema discriminatório. |
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