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Utranacionalistas são prováveis vencedores na Sérvia
O ultranacionalista Partido Radical Sérvio (SRS), liderado por um homem acusado de crimes de guerra, provavelmente foi o principal vencedor das eleições parlamentares realizadas no país no domingo. De acordo com resultados preliminares, o partido obteve 27,5% dos votos. Isso não o tornará forte o suficiente para formar um governo, mas lhe dará poder para bloquear as reformas que desejar propostas pelos outros partidos pró-democráticos, que irão compor o governo. O líder do partido, Vojislav Seselj, encontra-se em Haia, aguardando julgamento no Tribunal Criminal Internacional para a ex-Iugoslávia. Seselj era um dos principais aliados políticos do ex-líder iugoslavo Slobodan Milosevic, que está sendo julgado no tribunal. Os dois ganharam cadeiras no Parlamento, que devem ser ocupadas por outros aliados. Um dos líderes do partido ultranacionalista, Tomislav Nikolic, dedicou a vitória a Seselj e Milosevic que, segundo o SRS, não deveriam estar em Haia. Os resultados oficiais das eleições devem ser divulgados na segunda-feira. Mas os preliminares já divulgados pela Comissão Federal Eleitoral mostram que o SRS está em primeiro lugar, seguido pelos moderados nacionalistas do Partido Democrático Sérvio. Segundo estimativas da organização independente Centro para Eleições Livres e Democracia, os radicais terão 82 cadeiras, quase um terço do Parlamento sérvio, o Partido Democrático Sérvio terá 53 e o Partido Democrático, 37. Segundo o correspondente da BBC em Belgrado, a vitória dos ultranacionalistas era temida, porém esperada, pela comunidade internacional. As eleições do domingo são consideradas um marco na democracia sérvia. O índice de comparecimento às urnas foi de 59%, ou 3,8 milhões de habitantes. O apoio ao SRS foi atribuído ao estado ruim da economia sérvia. O partido está prometendo aumentar salários e pensões, reduzindo o custo de vida da população. Os grupos menos radicais, que querem implementar reformas na Sérvia e gostariam de vê-la mais integrada à União Européia, prometeram não colaborar com os radicais, com o objetivo de tornar a Sérvia um país mais democrático. |
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