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Número de mortos em terremoto no Irã chega a 20 mil
O governo do Irã declarou que pelo menos 20 mil pessoas morreram no forte terremoto que devastou a histórica cidade de Bam, no sudeste do país, nesta sexta-feira. Pelo menos 50 mil pessoas ficaram feridas e, segundo um funcionário da Cruz Vermelha iraniana, 70% da cidade foi destruída. Os dois hospitais da cidade vieram abaixo e muitos feridos foram levados de avião para outras localidades. O governo declarou três dias de luto oficial e fez um apelo por ajuda internacional. A ONU já liberou um fundo de US$ 90 mil, além de enviar um time de especialistas ao local. Bush O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que seu país está preparado para ajudar o Irã. "Eu envio minhas condolências a todos os que foram atingidos por essa tragédia", disse um comunicado divulgado pelo presidente americano. O país necessita em particular de mais cães farejadores e equipamento para localizar as vítimas ainda enterradas. O fornecimento de energia elétrica e água foram cortados, assim como as linhas telefônicas, dificultando ainda mais as operações. Acredita-se que o número de mortos e feridos possa ser ainda maior. O presidente do Irã, Mohammed Khatami, está coordenando pessoalmente as operações de resgate. Ajuda O governo russo anunciou que vai enviar dois aviões ao Irã ainda nesta sexta-feira para auxiliar as operações de resgate. A Grã-Bretanha declarou estar enviando uma equipe de resgate e equipamento. Grécia, Itália e Alemanha também ofereceram ajuda. O tremor atingiu 6,3 graus na escala Richter (que vai até 9) e ocorreu nas primeiras horas da manhã na província de Kerman, próxima à fronteira com o Paquistão. O governador de Kerman, Mohamed Ali Kerimi, disse que os maiores estragos ocorreram na cidade de Bam (a mil quilômetros da capital Teerã), onde pode ainda haver pessoas sob os escombros. "Há muitos mortos e feridos e estamos fazendo todo o possível para tirá-los (dos escombros)", disse Karimi. Bam, uma fortaleza do século 16, é considerada uma das "jóias culturais" iranianas. O correspondente da BBC em Teerã relatou que as paredes feitas de barro, comuns na região, não resistiram aos tremores. Força Segundo o observatório sismológico de Estrasburgo, na França, o tremor foi o mais forte a atingir essa parte do Irã desde 1988. Especialistas afirmam que tremores de terra são bastante comuns no Irã, acontecendo quase diariamente. Desde 1991, mais de 17 mil pessoas morreram e 53 mil ficaram feridas devido aos tremores de terra. Em junho de 2002, cerca de 230 pessoas morreram depois de um terremoto no país. |
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