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'Ronaldo não precisa de mais esforço', diz técnico do Real
O técnico do Real Madrid, Carlos Queiroz, defendeu em uma entrevista exclusiva à BBC Brasil o atacante Ronaldo, acusado por alguns críticos de treinar pouco, ter vida social demais e não aparecer nos treinos. "(Ele) tem uma entrega fantástica. Há pessoas que querem sujar a imagem dele, mas ele está é certo. Dá tudo pelo futebol, mas não tem que se matar por isso", elogiou o técnico. O Ronaldo que o treinador moçambicano defende marcou 13 gols em 16 jogos no campeonato espanhol e calou as vaias da torcida que o pressionava na temporada passada. Para Carlos Queiroz, esse rendimento é a prova de que os críticos estão "completamente" errados. "O que ele tem feito nos últimos jogos é resultado de ele ter trabalhado mais e melhor desde o princípio da temporada, porque senão ele não poderia jogar assim, nem fazer os gols que faz", disse. Dedicação, sem exagero Esse apoio ao artilheiro também se nota nos jogos. Nas últimas três partidas, o técnico substituiu Ronaldo faltando cinco minutos para o final, para que o jogador recebesse o aplauso da torcida. Sabe que o craque tem uma pressão especial e sempre a terá. "As pessoas sempre vão cobrar, se ele não marcar. Lembro uma vez ele ficou dois jogos sem marcar e as pessoas começaram a fazer contas, procurar estatísticas… Bom, o futebol é sempre assim."
Queiroz tem uma relação especial com os dois brasileiros do Real Madrid (Roberto Carlos e Ronaldo) não só por causa do idioma, mas também pelo jeito de ser dos pentacampeões. Ele considera que a dupla tem muito a ensinar a outros craques. "São dois moços fantásticos. Eu penso que além do profissionalismo, a suas formas de estar na vida são uma lição para todos nós. Sempre digo isso: eu posso dar a minha vida pelo futebol mas, não me mato pelo futebol. A atitude que o Roberto e o Ronaldo têm é a certa: nós damos tudo pelo futebol; é a nossa vida mas, não exijam que a gente se mate por isso". Jovens talentos Na passada segunda-feira, o treinador foi convidado para dirigir o time de Zidane no jogo contra a pobreza, Amigos de Ronaldo x Amigos de Zidane, em benefício da Organização das Nações Unidas. Queiroz ficou entusiasmado com os jovens craques que viu na partida. "Fiquei muito impressionado com esses novos jogadores brasileiros. Robinho é de uma elegância, de uma rapidez, uma fantasia! É fantástico! Esse vai ser um grande jogador", disse.
"Também fiquei impressionado com o Diego. É muito forte ali no meio-campo, um jogador muito seguro. O Brasil continua a ter essa virtude: mexe uma pedra para um lado e saem debaixo três jogadores." O que Queiroz não deixou claro foi a possibilidade de levar algum desses novos talentos ao Real Madrid. Ele também disse que não sabe o que fazer se rumores forem verdadeiros e o Rela Madrid ganhar mais um craque para o ano que vem. Thierry Henry (Arsenal) ou Van Nistelrooy (Manchester United) estão entre os cotados. "Vamos ter que aumentar o time para jogar com 12. Com os craques que eu tenho aqui, não vou tirar nenhum. Já tive muitas preocupações para montar o time e colocar o David (Beckham), se vier outro jogador vamos ter que pensar." Bola de ouro Na próxima segunda-feira a revista francesa France Football entrega o prêmio Bola de Ouro. Entre os cinco finalistas estão dois jogadores do Real Madrid: Zidane e Ronaldo, que disputam o troféu com Henry, Maldini e Nedved. Para Queiroz, a decisão é difícil, porque só no próprio time há favoritos demais. "Na nossa equipe há pelo menos cinco que merecem esse prêmio", completou. |
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