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Greve de sexo chega ao fim em país africano
Um clima de agitação tomou conta de uma área no noroeste do Camarões (um país no centro-oeste da África), depois que chegou ao fim uma greve de sexo que as mulheres vinham seguindo há cerca de dois meses. As 6 mil mulheres vinham protestando contra a destruição de plantações pelo gado. Agindo sob a coordenação de uma sociedade secreta só para mulheres, elas também tomaram como reféns sete líderes tradicionais da região. A greve e os seqüestros só acabaram quando uma comissão especial foi apontada para investigar as reclamações e propor soluções. Aids De acordo com o correpondente da BBC no Camarões Randy Azeng, uma cerimônia tradicional de purificação foi realizada no vilarejo de Aghem, na região de Wum. "A cerimônia de purificação é muito importante, porque os deuses de nossa terra estáo irados com o mal que tomou o controle de nossa vila", disse Elizabeth Ewi, uma porta-voz da sociedade secreta Ndouh Fumbwi, que convocou a greve de sexo. Durante a cerimônia, o grande chefe de Aghem, Bah-ambi III, sacrificou uma ave especialmente criada para ocasiões do tipo e invocou os ancestrais dos moradores da localidade, pedindo a eles que abençoassem Aghem. As mulheres vinham passando dia e noite ao relento, com os líderes tradicionais como prisioneiros - um ato considerado uma aberração pela comunidade. Todos os homens da vila já retomaram suas "obrigações matrimoniais", inclusive o grande chefe Bah-ambi III. O correspondente da BBC revelou que alguns eles lhe disseram que se mantiveram fiéis a suas esposas durante todo o período de abstinência devido ao medo de contrair o vírus da Aids. |
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