|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Monitores apontam 'distorção' em eleições russas
Observadores internacionais afirmaram nesta segunda-feira que as eleições parlamentares na Rússia foram incrivelmente distorcidas por causa do acesso do governo a equipamento estatal, recursos e prédios. A Organização para Segurança e Cooperação na Europa afirmou que esse acesso representou uma vantagem enorme para os partidos pró-governo. Apesar das críticas, o presidente russo, Vladmir Putin, descreveu as eleições como "mais um passo para fortalecer a democracia" no país. Com a maioria dos votos apurados, o partido criado no ano passado exclusivamente para apoiar Putin, o Partido Rússia Unida, conquistou a maioria dos votos, bem à frente dos comunistas e dos nacionalistas. A apuração indica que dois partidos liberais, pró-Ocidente e a favor da liberalização do mercado, o SPS e o Yabloko, não vão conseguir conseguir acumular 5% e terão poucas cadeiras na Câmara Baixa do Parlamento, a Duma estatal. O resultado deve dar ao governo maioria parlamentar pela primeira vez desde o fim da União Soviética. Emendas constitucionais Se conquistarem dois terços do Parlamento, o partido pró-Putin e seus aliados poderão promover emendas na Constituição russa e abrir caminho para que o presidente possa permanecer no cargo por um terceiro mandato. Os resultados sugerem que Putin vai controlar cerca de 60% do Parlamento, pouco menos de dois terços, mas alguns analistas acreditam que o Kremlin pode fazer acordos com alguns parlamentares independentes para atingir seu objetivo. Estima-se que o comparecimento às urnas foi de mais de 30%, muito acima dos 25% necessários para validar a eleição. A segurança foi reforçada em todo país, especialmente após um atentado suicida em um trem perto da Chechênia que matou 42 pessoas na última sexta-feira. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||