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ONU vai levar barreira de Israel à Corte Internacional
A Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução pedindo à Corte Internacional de Justiça que analise a legalidade da barreira que está sendo construída por Israel. Israel alega que a barreira, que passa pela Cisjordânia, é necessária para pôr um fim aos ataques suicidas na região. Em outubro a assembléia adotou uma resolução exigindo que o governo de Israel parasse com a construção da barreira, que foi criticada pelos palestinos e virou centro de uma polêmica internacional. A votação da Assembléia Geral da ONU foi de 90 votos a favor, 74 abstenções e oito contra, com os Estados Unidos e Israel entre os que votaram contra. Ambivalência Segundo o correspondente da BBC na ONU, Greg Barrow, as abstenções foram um sinal claro da ambivalência de se levar este assunto para a Corte Internacional de Justiça, que pode se colocar numa situação de comprometimento político se decidir a favor do lado palestino ou do lado israelense. Israel reafirmou sua determinação de se defender junto à Corte Internacional de Justiça, que tem sede em Haia, na Holanda. ''Não estamos fugindo'', disse Raanan Gissin, um importante conselheiro do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon. ''Vamos lutar nossa batalha em Haia...Vamos apresentar nosso caso e temos todo o direito a nos defendermos'', ele disse à agência de notícias Reuters. O embaixador israelense na ONU, Dan Gillerman, disse que a liderança palestina não conseguiu fazer parar as ações dos grupos militantes, por isso a barreira seria uma necessidade. ''Esta é a barreira que Arafat construiu. Seu terrorismo iniciou e transformou a construção em algo inevitável. Se não houvesse Arafat, não haveria barreira'', disse. Os palestinos afirmam que a barreira, que passa dentro de seus territórios, vai redesenhar as fronteiras antes de qualquer acordo de paz. ''O muro é uma falsa desculpa, usada para justificar a colonização de nossa terra e estabelecer assentamentos'', disse Nasser al-Kidwa, o observador palestino na ONU que propôs a resolução. |
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