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Atualizado às: 04 de dezembro, 2003 - 12h38 GMT (10h38 Brasília)
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Brasil pode triplicar exportações para árabes, diz Furlan

Lula, a primeira-dama, o líder da Síria e a esposa de Assad
Bashar Al-Assad e sua esposa recepcionam Lula e Marisa

O Brasil pode triplicar as suas exportações para o mundo árabe, na opinião do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan.

O ministro, que está na Síria para acompanhar a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao mundo árabe afirmou que o aumento do comércio depende principalmente da aproximação comercial e cultural das duas regiões.

Um exemplo de como isso pode ser feito, para o ministro, é o negócio fechado na Síria entre um grupo de investidores da Cristalserv e empresários sírios para a construção de uma refinaria no país.

O negócio deve garantir exportações da ordem de US$ 200 milhões ao ano de açúcar brasileiro para os sírios.

Retribuindo a visita

Apenas esse negócio deve representar a quadruplicação das exportações brasileiras atuais ao país, que devem fechar o ano pouco acima dos US$ 50 milhões.

"O mais difícil é se conhecer, encontrar parceiros", disse Furlan. Do ponto de vista do governo, o ministro disse que é importante ajudar na melhora da relação.

Um exemplo citado por Furlan é a visita acertada do ministro da Economia e Comércio sírio, Ghaffan El-Rifai, ao Brasil em maio do ano que vem.

"Combinamos com ele para que fique pelo menos uma semana no país para poder conhecer melhor a nossa economia."

Vantagens brasileiras

Furlan defendeu ainda o investimento que o Brasil está fazendo para ampliar as suas relações comerciais com países em desenvolvimento.

Na opinião do ministro, fora dos grandes mercados do mundo, há muito potencial inexplorado pelo Brasil. Furlan disse ainda que o crescimento das exportações brasileiras também passa pela soma de muitos pequenos negócios

"Os grandes mercados são poucos, também temos que explorar os médios e pequenos", disse.

O ministro vê três vantagens na investida do Brasil ao mundo em desenvolvimento. Primeiro, o potencial seria muito grande. Além disso, para esses países, diz Furlan, "o Brasil tem produtos de primeiro mundo".

Na opinião do ministro, outra vantagem é que a imagem do Brasil no mundo é muito positiva – especialmente no mundo árabe – na opinião de Furlan. "O nosso desafio é transformar esse potencial em negócios concretos."

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