|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EUA indenizam iraquianos por erros de soldados, diz 'The Guardian'
A edição desta quarta-feira do jornal britânico The Guardian afirma que militares americanos desembolsaram até agora US$ 1,5 milhão (R$ 4,4 milhões) para indenizar civis iraquianos que tiveram familiares mortos ou feridos por soldados americanos. De acordo com o jornal, as famílias indenizadas diziam que as vítimas iraquianas estavam desarmadas quando foram baleadas ou seriamente feridas, sem causa aparente. O Guardian diz que autoridades americanas em Bagdá admitiram o pagamento das indenizações e afirmaram que o dinheiro foi desembolsado apenas para "atividades não relacionadas a combates" e situações em que "soldados agiram de forma negligente ou equivocada". O jornal afirma ainda que, em média, as indenizações são inferiores a US$ 1 mil (R$ 2,93 mil) e, em alguns casos, para receber o dinheiro, as famílias iraquianas têm de assinar documentos em que abrem mão do direito de pressionar por novas compensações. Crise na União Européia O jornal francês Le Monde afirma nesta quarta-feira que a decisão dos ministros da Fazenda da União Européia, que decidiram permitir que França e Alemanha escapem da punição por violar o Pacto de Estabilidade e Crescimento do bloco europeu, é "um verdadeiro tapa na cara da Comissão Européia" e "abre caminho para uma crise européia sem precedentes". O diário espanhol El Mundo chama o episódio de "euroescândalo" e diz que a decisão ameaça seriamente o projeto europeu. "França e Alemanha asseguraram uma vitória com um preço muito alto. Eles venceram, mas o custo desse triunfo será tremendo", diz o El Mundo. Sob a manchete "Irresponsável", o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung afirma que a decisão dos ministros europeus é prejudicial. De acordo com o jornal, o Pacto de Estabilidade não impõe mais respeito, e a autoridade daqueles que defendiam o acordo foi abalada. Visto para os EUA Em Israel, o jornal Haaretz destaca a notícia de que todos os israelenses com idade entre 14 e 79 anos serão obrigados, a partir de dezembro, a fornecer suas impressões digitais para conseguir vistos de viagem para os Estados Unidos. De acordo com o jornal, o endurecimento das regras para a emissão de vistos faz parte das medidas adotadas pelo governo americano como reação aos atentados de 11 de setembro de 2001. As novas regras também incluem a realização de entrevistas para a concessão do visto e, segundo o Haaretz, as medidas devem provocar grandes atrasos na emissão do documento. Apenas os cidadãos de 27 países, quase todos europeus, têm permissão para entrar nos Estados Unidos sem visto. O Haaretz diz que, para que um país entre na lista, menos de 3% dos pedidos de visto feitos no país podem ser rejeitados por ano, e Israel não atende essa exigência. Miami Em um artigo publicado nesta quarta-feira no jornal Financial Times, o presidente do instituto Inter-American Dialogue, Peter Hakim, diz que os defensores do livre comércio têm pouco a comemorar com o resultado da reunião ministerial em Miami sobre a criação da Alca. Hakim afirma que o acordo sobre a "Alca light" só foi alcançado porque os ministros reunidos em Miami decidiram não discutir nenhum dos assuntos realmente importantes. O presidente do Inter-American Dialogue diz que, ao invés de definir regras e procedimentos comuns para uma união comercial definitiva de todos os 34 países envolvidos, o acordo fechado em Miami abriu caminho para que cada membro da aliança comercial aceite apenas uma lista mínima de obrigações (que ainda serão definidas) e possa negociar pactos bilaterais com outros países. Segundo Hakim, o acordo de Miami reflete os desejos do Brasil, mas o país pode se tornar o grande perdedor da história porque a autorização para a negociação de pactos bilaterais pode isolar o Brasil e o Mercosul do resto do continente e fazer com que o governo brasileiro passe a ter uma influência muito pequena na discussão de temas relacionados à economia regional. Miami 2 Em outro artigo sobre a reunião de Miami, publicado no Guardian, a militante antiglobalização Naomi Klein Armed diz que "o sonho de um hemisfério unido em um mercado econômico único", imaginado em 1990 pelo então presidente americano George Bush, "morreu na semana passada". De acordo com Klein, a proposta não foi derrubada pelos manifestantes que protestaram contra o encontro em Miami, mas pelas populações de Argentina, Brasil e Bolívia, que obrigaram seus líderes políticos a evitar que mais poderes sejam concedidos às multinacionais estrangeiras. O artigo afirma que quanto mais os representantes comerciais americanos perdiam na mesa de negociações, mais força a polícia utilizava contra as "pequenas e pacíficas manifestações" em Miami contra a Alca. Klein conclui que o encontro em Miami representou o "retorno para casa" da "guerra contra o terror", com as técnicas utilizadas no Iraque – "dos militares influenciados por Hollywood à mídia influenciada pelos militares" – que passaram a ser utilizadas em grande escala em uma das maiores cidades americanas. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||