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Atualizado às: 26 de novembro, 2003 - 20h53 GMT (18h53 Brasília)
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Xiitas criticam plano de transferência de poder no Iraque
Soldados britânicos nas ruas do Iraque
Soldados britânicos nas ruas do Iraque

Líderes da maioria xiita no Iraque afirmaram que estão preocupados com os planos americanos de acelerar a entrega do poder para os iraquianos.

Segundo esses líderes os planos devem levar em conta suas opiniões e devem conter uma garantia que as futuras leis não vão contra as leis do islamismo.

Um político xiita, Abdel Aziz al-Hakim, afirmou que os atuais planos não dão aos iraquianos um papel apropriado na transferência de poder.

O principal clérigo xiita do Iraque, Sayyid Ali al-Sistani, disse que cidadãos comuns iraquianos deveriam ser consultados sobre questões cruciais em relação ao futuro do país.

Segundo assessores do clérigo, ele estaria preocupado com a administração americana e com o conselho de governo interino.

Melhorando a segurança

O ministro do Exterior britânico, Jack Straw, disse que a transferência de poder no Iraque vai ajudar a melhorar a situação de segurança no país, permitindo que as forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos enfrentem a oposição armada.

Straw acrescentou que, despertando em todos os iraquianos o interesse no futuro e providenciando um sistema político seguro, o processo levará cada vez menos iraquianos a pensarem em métodos violentos.

O ministro britânico disse que a questão mais importante no momento é mover a ação política da coalizão liderada pelos americanos para o povo iraquiano o mais rápido possível.

A declaração foi dada na visita surpresa que Jack Straw fez nos dois últimos dias ao Iraque. A visita foi mantida em segredo por motivos de segurança.

Sem pressa

Apesar das discussões, o governo americano não parece ter tanta pressa em entregar o poder aos iraquianos.

Segundo a agência de notícias EFE, o secretário de Estado americano, Colin Powell, declarou que os Estados Unidos não vão retirar suas tropas do Iraque deixando para trás ''um caos total'' e só entregarão o poder a um governo que tenha ''uma certa legitimidade''.

''Entre as melhores formas de garantir a legitimidade de um governo é garantir eleições gerais e uma constituição'', disse Powell em uma entrevista que será publicada nesta quinta-feira na revista alemã Die Zeit.

Powell destacou o conceito de legitimidade e afirmou que já estão sendo elaboradas regras para a transição, entre elas a escolha das instituições que vão governar o país nessa fase ''não mediante um referendo, mas de uma forma que lhes dê legitimidade''.

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