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Xiitas criticam plano de transferência de poder no Iraque
Líderes da maioria xiita no Iraque afirmaram que estão preocupados com os planos americanos de acelerar a entrega do poder para os iraquianos. Segundo esses líderes os planos devem levar em conta suas opiniões e devem conter uma garantia que as futuras leis não vão contra as leis do islamismo. Um político xiita, Abdel Aziz al-Hakim, afirmou que os atuais planos não dão aos iraquianos um papel apropriado na transferência de poder. O principal clérigo xiita do Iraque, Sayyid Ali al-Sistani, disse que cidadãos comuns iraquianos deveriam ser consultados sobre questões cruciais em relação ao futuro do país. Segundo assessores do clérigo, ele estaria preocupado com a administração americana e com o conselho de governo interino. Melhorando a segurança O ministro do Exterior britânico, Jack Straw, disse que a transferência de poder no Iraque vai ajudar a melhorar a situação de segurança no país, permitindo que as forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos enfrentem a oposição armada. Straw acrescentou que, despertando em todos os iraquianos o interesse no futuro e providenciando um sistema político seguro, o processo levará cada vez menos iraquianos a pensarem em métodos violentos. O ministro britânico disse que a questão mais importante no momento é mover a ação política da coalizão liderada pelos americanos para o povo iraquiano o mais rápido possível. A declaração foi dada na visita surpresa que Jack Straw fez nos dois últimos dias ao Iraque. A visita foi mantida em segredo por motivos de segurança. Sem pressa Apesar das discussões, o governo americano não parece ter tanta pressa em entregar o poder aos iraquianos. Segundo a agência de notícias EFE, o secretário de Estado americano, Colin Powell, declarou que os Estados Unidos não vão retirar suas tropas do Iraque deixando para trás ''um caos total'' e só entregarão o poder a um governo que tenha ''uma certa legitimidade''. ''Entre as melhores formas de garantir a legitimidade de um governo é garantir eleições gerais e uma constituição'', disse Powell em uma entrevista que será publicada nesta quinta-feira na revista alemã Die Zeit. Powell destacou o conceito de legitimidade e afirmou que já estão sendo elaboradas regras para a transição, entre elas a escolha das instituições que vão governar o país nessa fase ''não mediante um referendo, mas de uma forma que lhes dê legitimidade''. |
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