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Total de mortos em incêndio de Moscou sobe para 36
Pelo menos 36 pessoas morreram depois que uma residência estudantil da Universidade Amizade dos Povos Patrice Lumumba, em Moscou, pegou fogo. Outras 170 pessoas ficaram feridas com queimaduras, ao inalar fumaça ou ao pular das janelas para escapar das chamas. Um estudante brasileiro está entre os feridos. Entre as vítimas há estudantes da China, de Bangladesh, do Vietnã, do Equador, do Peru e de diversos países africanos. O fogo, aparentemente causado por uma falha elétrica, atingiu os três pisos superiores do prédio de cinco andares. Relatos Segundo os sobreviventes, o fogo começou às 2h desta segunda-feira no horário local (21h de domingo no Brasil) em dois quartos no segundo andar do alojamento e se espalhou rapidamente por todo o prédio. "Foi um pesadelo horrível", disse Abdallah Bong, estudante de Chade que sobreviveu ao incêndio. "Nós víamos as pessoas chorando, pedindo ajuda e pulando pelas janelas e não podíamos fazer nada para ajudar." Segundo um médico, 31 dos feridos estão em estado grave.
"Aconteceu muito rápido. Algumas pessoas pularam e outras se queimaram, então tentamos colocá-las em ambulâncias", disse o estudante liberiano de sociologia Richard Mallobe à agência Reuters. Segundo o ministro das Relações Exteriores da China, 17 estudantes chineses estão desaparecidos, e 34 foram feridos no acidente. O correspondente da BBC em Moscou Jonathan Charles disse que muitos estudantes tiveram pouca chance de escapar e que o acesso dos bombeiros aos quartos era muito difícil. As investigações iniciais indicam que o incêndio pode ter começado com um curto-circuito num quarto dividido por três nigerianas. Os registros mostram que 272 estudantes moravam no alojamento. Manutenção O correspondente da BBC diz que desde o fim da União Soviética, em 1991, a universidade não tem tido uma manutenção adequada, e seus prédios estão decadentes. A universidade foi fundada em 1960 durante o governo do líder soviético Nikita Krushchev. O número de mortes por causa de incêndios na Rússia também aumentou muito na última década, segundo o correspondente da BBC em Moscou. Quase sempre os incêndios são provocados pelo padrão baixo de segurança e a má conservação dos prédios, acrescenta o correspondente. |
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