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Projetos auxiliam combate ao trabalho infantil
O Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil, o Peti, é criticado por sua restrita abrangência. O Peti abrange crianças entre 7 e 16 anos e, no momento, não existe uma política direcionada para este jovem que já não é mais atendido pelo programa. Além disso, o programa precisa fazer parte de uma política global de combate ao trabalho infantil, como explica Iara Farias, representante do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Criança e o Adolescente) na Bahia. "Esse programa precisa ser universalizado. Ele não pode ser um programa pontual como ele é hoje. Ele precisa ser uma política para tirar as crianças do trabalho no país", explica. Acompanhamento A própria ministra da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, assume que é necessária a elaboração de um projeto amplo que englobe os jovens e as famílias. No momento, na região sisaleira da Bahia, uma parceria entre o Unicef e o MOC, Movimento de Organização Comunitária, resultou no projeto agentes de família. "Ele surgiu da necessidade de dar um acompanhamento às famílias do Peti. São feitas visitas e reuniões onde levantamos problemas e também damos apoio às famílias através de campanhas de conscientização", diz Adriana Oliveira, 22 anos, coordenadora dos agentes de família em Retirolândia. São 317 jovens voluntários, espalhados em 31 municípios no interior da Bahia. Eles ganham uma ajuda de custo de R$ 50 por mês para as despesas. A cada mês são desenvolvidos temas levados às famílias como saúde ou violência doméstica. Além disso, os agentes fazem o monitoramento da qualidade da jornada ampliada. "Um dos maiores problemas é o baixo número de agentes. São apenas dez no município. Nós deveríamos trabalhar apenas cinco dias por mês, mas acabamos trabalhando muito mais", completa Adriana. Jovens Comunicadores Uma das formas encontradas pelos jovens para combater o trabalho infantil na região sisaleira foi a criação do projeto Jovens Comunicadores. Criado em 2001, o projeto abrange 10 municípios do interior da Bahia. Em cada município três jovens estão recebendo treinamento e trabalham na elaboração de reportagens para rádios e jornais, além de campanhas pela erradicação do trabalho infantil. "Vamos a campo e realizamos entrevistas, montamos eventos e depois distribuímos o material para as rádios comunitárias da região. Em cada município atingido pelo projeto produzimos dois boletins mensais com reportagens relacionadas ao tema", explica Naiara, de 17 anos, que está no projeto desde sua criação. Em Retirolândia, os jovens conseguiram também uma parceria para a criança da Central Cyberela. O escritório está equipado com computadores, banda larga e equipamentos móveis de rádio que possibilitam a realização de eventos em diferentes pontos. Todo material produzido pelos jovens comunicadores é distruibuído em CDs para as rádios. "Produzimos programas especiais, vinhetas e campanhas educativas e enviamos para as rádios com que trabalhamos.", finalizou Diego Costa, de 19 anos, que trabalha no núcleo de rádio. |
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