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Atualizado às: 18 de novembro, 2003 - 14h18 GMT (12h18 Brasília)
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Funeral de italianos mortos no Iraque reúne 250 mil
Carlo Ciampi, presidente da Itália
Presidente italiano diante de caixão de soldado morto no Iraque

Cerca de 250 mil pessoas acompanharam os funerais de 19 soldados italianos mortos no Iraque em um ataque com um caminhão-bomba na semana passada.

O funeral ocorreu em Roma e foi acompanhado pelo presidente, Carlo Ciampi, e pelo primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.

A cerimônia ocorreu na igreja de São Paulo, a segunda maior basílica da capital italiana. Dezenas de milhares de pessoas acompanharam o cortejo pelas ruas e centenas de milhares acompanharam o funeral por meio de telões espalhados em volta da igreja.

Lojas, escritórios e escolas em todo o país fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Além dos familiares dos soldados mortos, a cerimônia também foi acompanhada por 25 sobreviventes, que ficaram feridos no ataque.

Luto

O cardeal Camillo Ruini, que presidiu a cerimônia em Roma, afirmou que a Itália não deve fugir do que ele chamou de ''terroristas assassinos''.

''Temos que enfrentá-los com coragem. Mas não devemos odiá-los. Pelo contrário, devemos tentar fazer com que eles entendam que o compromisso da Itália, incluindo seu envolvimento militar, é orientado para proteção'', afirmou.

O governo determinou que essa terça-feira fosse um dia nacional de luto no país. Além do um minuto de silêncio nas escolas e lojas, sindicalistas paralisaram o trabalho por dez minutos e canais de televisão não vão exibir propagandas durante o dia.

Antes, os caixões das 19 vítimas foram colocados no centro de Roma, no monumento Vitorio Emanuele, dedicado ao Soldado Desconhecido. Cada caixão foi coberto com a bandeira italiana.

Centenas de milhares de pessoas de todo o país passaram em frente aos caixões.

O presidente Carlo Ciampi encurtou uma visita aos Estados Unidos para participar da cerimônia. Visivelmente emocionado, o presidente abraçou o pai de uma das vítimas.

Segundo o correspondente da BBC em Roma, David Willey, o ataque em Nassíria parece ter unido a Itália. As discussões a respeito da validade da ação militar no Iraque foram suspensas, pelo menos, por um dia.

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