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Atualizado às: 18 de novembro, 2003 - 17h04 GMT (15h04 Brasília)
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Falta de preocupação com Aids na Ásia é alarmante, diz Unaids
Chineses fazem passeata por causa da Aids
Ainda há pouca informação sobre a Aids na China, revela pesquisa

Peter Piot, diretor executivo da Unaids (agência da ONU para o combate à Aids), acredita ser “preocupante” o fato de pessoas na China, Índia e outros países com níveis crescentes de infectados pelo HIV não acharem que o assunto é prioritário.

Piot comentou uma pesquisa encomendada pela BBC em 15 países, que revelou que, mesmo duas décadas após a descoberta da Aids, algumas pessoas ainda têm conceitos errados sobre a doença.

A pesquisa sugeriu que os chineses são os menos informados sobre o HIV e a Aids, apesar de haver cerca de 1 milhão de portadores do vírus na China.

Piot ressaltou que em vários países africanos a população está mais preocupada com a doença . “Isso não é surpreendente, porque quase todas as famílias perderam pelo menos um membro por causa da Aids”, disse.

“Mas o que é realmente preocupante é que nos países como a China, Índia e Indonésia – onde o HIV começou a se espalhar – poucas pessoas levam o assunto em consideração”, afirmou.

Debate aberto

Piot disse, porém, que o governo chinês fez um “importante progresso” ao admitir a existência da Aids no país, após anos negando o problema.

O diretor da Unaids também sugeriu que a comunidade internacional continue encorajando a China a ser mais aberta no tratamento da questão.

Piot considera a Aids um fenômeno global e afirma que nenhum país estará livre da doença enquanto ela não tiver sido controlada em todo mundo. A maioria dos entrevistados disse que o governo de seus países não estaria fazendo o suficiente para combater o HIV.

Crianças

Outro resultado que Piot achou surpreendente foi que ainda faltam conhecimentos sobre a Aids, mesmo após mais de 20 anos de epidemia.

“Muitos ainda não sabem que uma mãe portadora de HIV pode transmitir o vírus para o filho”, disse.

Uma esperança nos resultados do levantamento é que a maioria dos entrevistados apóia a educação sexual de crianças mesmo antes dos 14 anos.

“É encorajadora a idéia de que a maioria dos adultos é a favor de ensinar a crianças que a camisinha protege do HIV”, disse. “Principalmente porque o resultado foi positivo nos países profundamente religiosos, como Bangladesh, México e Estados Unidos”, completou.

“Da minha experiência posso dizer que a preocupação número um dos pais é que seus filhos se mantenham livres do HIV e possam viver em um mundo sem Aids.”

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