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Falta de preocupação com Aids na Ásia é alarmante, diz Unaids
Peter Piot, diretor executivo da Unaids (agência da ONU para o combate à Aids), acredita ser “preocupante” o fato de pessoas na China, Índia e outros países com níveis crescentes de infectados pelo HIV não acharem que o assunto é prioritário. Piot comentou uma pesquisa encomendada pela BBC em 15 países, que revelou que, mesmo duas décadas após a descoberta da Aids, algumas pessoas ainda têm conceitos errados sobre a doença. A pesquisa sugeriu que os chineses são os menos informados sobre o HIV e a Aids, apesar de haver cerca de 1 milhão de portadores do vírus na China. Piot ressaltou que em vários países africanos a população está mais preocupada com a doença . “Isso não é surpreendente, porque quase todas as famílias perderam pelo menos um membro por causa da Aids”, disse. “Mas o que é realmente preocupante é que nos países como a China, Índia e Indonésia – onde o HIV começou a se espalhar – poucas pessoas levam o assunto em consideração”, afirmou. Debate aberto Piot disse, porém, que o governo chinês fez um “importante progresso” ao admitir a existência da Aids no país, após anos negando o problema. O diretor da Unaids também sugeriu que a comunidade internacional continue encorajando a China a ser mais aberta no tratamento da questão. Piot considera a Aids um fenômeno global e afirma que nenhum país estará livre da doença enquanto ela não tiver sido controlada em todo mundo. A maioria dos entrevistados disse que o governo de seus países não estaria fazendo o suficiente para combater o HIV. Crianças Outro resultado que Piot achou surpreendente foi que ainda faltam conhecimentos sobre a Aids, mesmo após mais de 20 anos de epidemia. “Muitos ainda não sabem que uma mãe portadora de HIV pode transmitir o vírus para o filho”, disse. Uma esperança nos resultados do levantamento é que a maioria dos entrevistados apóia a educação sexual de crianças mesmo antes dos 14 anos. “É encorajadora a idéia de que a maioria dos adultos é a favor de ensinar a crianças que a camisinha protege do HIV”, disse. “Principalmente porque o resultado foi positivo nos países profundamente religiosos, como Bangladesh, México e Estados Unidos”, completou. “Da minha experiência posso dizer que a preocupação número um dos pais é que seus filhos se mantenham livres do HIV e possam viver em um mundo sem Aids.” |
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