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Atualizado às: 17 de novembro, 2003 - 03h17 GMT (01h17 Brasília)
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Romper acordo da Alca é inaceitável, diz embaixador

Miami
Ministros de 34 países negociam a criação da Álca em Miami.

O embaixador brasileiro e co-presidente da Alca, Ademar Bahadian, admitiu que a nova proposta para a área de livre comércio das Américas não é uma unanimidade, mas disse que qualquer tentativa de mudar o rumo do atual acordo seria inaceitável.

"Há delegações que gostariam de voltar à declaração original, mas isso significaria um impasse", disse Bahadian, sem citar quais países teriam objeções à proposta conjunta apresentada por Brasil e Estados Unidos.

Apesar de admitir a falta de consenso, Bahadian minimizou o peso da dissidência.

"Não posso dizer que há aceitação unânime da proposta, mas insisto que, até agora, não houve nenhuma tentativa séria de romper esse acordo."

Light ou esvaziada?

Os diplomatas brasileiros, que participam das negociações negaram os rumores de que o Chile e o Canadá teriam apresentado uma proposta formal, alternativa à chamada Alca "light".

A Alca "light" seria uma nova versão do acordo, em que seriam discutidos apenas o comércio de bens e de serviços.

Segundo Bahadian, "os países que são contra querem voltar ao estágio anterior, em que havia uma ambição irrealista, que podia ser factível para uns, mas não para outros".

O que o governo brasileiro chama de Alca “light”, e vê como uma vitória da chancelaria brasileira, é chamada de Alca “esvaziada”, por aqueles que gostariam de ver as bases de um acordo continental mais abrangente.

Em linhas gerais o acordo atual, que foi apresentado como um consenso para uma Alca possível, retira da pauta de negociações os temas polêmicos que poderiam provocar outro impasse.

Alca 'à la carte'

Discussões sobre temas como subsídios aos agricultores americanos saíram da pauta, como queriam os Estados Unidos. Também estão fora das discussões, as negociações de regras comuns para investimentos e propriedade intelectual como queria o Brasil.

A proposta atual prevê que o país, ou o bloco de países interessados em fechar acordos mais abrangentes, mesmo nos temas polêmicos, o façam.

Estes acrdos, no entanto, não valeriam para os demais membros da Alca.

"Pela nova proposta, cada país escolhe o que quiser", disse Bahadian, resumindo a filosofia do acordo, que também está sendo chamado de Alca "à la carte".

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