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Atualizado às: 13 de novembro, 2003 - 23h29 GMT (21h29 Brasília)
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Memorial do Holocausto vai usar empresa com passado nazista
Memorial do Holocausto
A empresa vai fornecer revestimento anti-pixações nazistas

Os organizadores de um memorial às vítimas do Holocausto, em Berlim, na Alemanha, decidiram manter os serviços de uma companhia que teve ligações com os campos de extermínio nazista.

A empresa Degussa foi escolhida para fornecer o revestimento anti-pixação para as placas de concreto que compõem o memorial.

Revelações de que a empresa produziu o Zyklon-b, o gás usado nos campos de extermínio, provocaram protestos contra o contrato com a empresa.

"Foi uma discussão intensa e tomamos uma decisão complicada", disse Wolfgang Thierse, chefe dos curadores do memorial e membro do parlamento alemão.

"Decidimos continuar com a construção do memorial segundo os acordos vigentes, com todas as empresas com quem temos contrato."

Gás letal

A Degussa chegou a deter maioria acionária na Dagesch, a fornecedora do gás Zyklon B durante a era nazista.

O envolvimento da Degussa na construção do memorial deu início a um debate emocional na Alemanha, depois que membros da direção do memorial defenderam o afastamento da empresa no projeto, em setembro.

Críticos do afastamento, entre eles o arquiteto, lembraram que a Degussa tem um histórico exemplar no que se refere a como lidar com o seu passado, tendo sido sempre aberta e tendo contribuído para fundos de compensações a vítimas do regime nazista.

A argumentação a favor da manutenção da empresa no projeto intensificou a polêmica, que virou tema de editoriais na imprensa alemã. Políticos questionaram se o arrependimento da Alemanha estaria realmente sendo compreendido.

O repórter da BBC em Berlim, Ray Furlong, observa que a ironia é que os revestimentos anti-grafiti da Degussa protegeriam o memorial, exatamente, de vandalismos nazistas.

E existe também o aspecto prático: uma afiliada da Degussa construiu os alicerces. Excluir a empresa significaria demolir o que já está pronto e começar tudo de novo.

Mais um atraso poderia significar o fim do projeto, já muito adiado.

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