BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 13 de novembro, 2003 - 19h40 GMT (17h40 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
ONGs lançam campanha contra bombas de fragmentação

bombas de fragmentação
Elas atingem populações muito tempo depois do fim dos conflitos

Após a luta contra o uso de minas terrestres, ONGs de todo o mundo se voltam agora para as bombas de fragmentação

Cerca de 80 organizações não-governamentais se uniram para lançar, em Haia, na Holanda, uma campanha que exige a proibição do uso de bombas de fragmentação, auxílio para as suas vítimas e a remoção de explosivos não retirados após conflitos.

A campanha antecede as negociações, em Geneva, sobre um novo protocolo para a convenção das Nações Unidas sobre armas convencionais.

Entre as ONGs representadas sob a sigla CMC (Cluster Munition Coalition), estão a Landmine Action e a Human Rights Watch.

Os grupos envolvidos calculam que pelo menos 92 países estão ameaçados pela presença deste tipo de explosivos, que não foram detonados, e outras munições.

'Inaceitável'

Cerca de 60 países têm bombas de fragmentação em seus arsenais. A CMC diz que os morteiros, foguetes e bombas de fragmentação matam milhares de pessoas durante, e muito tempo após, os conflitos.

O Afeganistão, o norte do Iraque e o Sudão estão entre as regiões mais afetadas.

A CMC classifica o rascunho de protocolo sobre armas convencionais como "inaceitavelmente fraco".

A organização Human Rights Watch diz que, atualmente, as bombas não estão diretamente violando a Convenção de Geneva, mas a CMC quer restringir seu uso dentro da lei internacional.

"No Iraque, a coalisão usou um número de bombas de fragmentação em áreas populadas", disse Andrew Purkis, chefe-executivo da ONG britânica Memorial Diana, Princesa de Gales.

"Foi um grande choque para várias organizações voluntárias, que não acreditavam que a coalizão pudesse fazer isto. É uma prática bastante ambígua em termos da Convenção de Geneva", disse Purkis.

Após a moratória, o próximo passo da CMC será exigir a proibição do uso das bombas de fragmentação.

Esta nova campanha tem o apoio de vários governos, incluindo o da Holanda, Canadá, Nova Zelândia e México.

A CMC diz que este apoio é um sinal de que a luta contra as bombas de fragmentação será tão bem-sucedida quanto a campanha internacional contra as minas terestres.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade