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Atualizado às: 10 de novembro, 2003 - 00h21 GMT (22h21 Brasília)
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Número de mortos em ataque de Riad sobe para 17
Escombros do complexo alvo do ataque
O complexo residencial foi alvo de um ataque no sábado à noite

Autoridades sauditas afirmaram que subiu para 17 o número de pessoas mortas no ataque a um complexo residencial de Riad, no sábado à noite. Cinco das vítimas são crianças.

Entre os mortos estão cidadãos da Arábia Saudita, do Egito e do Sudão. Pelo menos 122 pessoas, incluindo 36 crianças, foram feridas no ataque ao complexo que servia de moradia para trabalhadores em sua maioria árabe.

O ministro do Interior saudita, o príncipe Nayef, prometeu perseguir os culpados "até quando for preciso". O governo saudita afirma que o ataque é obra da rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden.

Menos de 24 horas depois do ataque, autoridades sauditas anunciaram o envio de cerca de cinco mil soldados à cidade sagrada de Meca, com o objetivo de reforçar a segurança de mais de dois milhões de peregrinos, número que pode aumentar à medida em que o fim do Ramadã (mês sagrado para a religião muçumana) se aproxima.

Armitage

No domingo, o subsecretário de Estado americano, Richard Armitage, chegou a Riad, com o objetivo de discutir a luta contra o terrorismo com as autoridades locais.

"O atentado de sábado é provavelmente obra da Al Qaeda, a rede terrorista de Osama bin Laden", disse Armitage ao descer do avião.

Segundo Armitage, o objetivo da Al Qaeda é destituir o governo saudita, mas também espalhar o medo.

Armitage se encontrará com o príncipe herdeiro saudita Abdalá ben Abdel Aziz.

Armitage, que chegou à Arábia Saudita vindo do Iraque, afirmou que discutirá com o príncipe herdeiro a luta contra o terrorismo e "outras questões que interessam os dois países".

Reações

Houve diversas reações negativas ao ataque. O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, afirmou que os terroristas responsáveis pelo atentado não possuem qualquer doutrina ou religião. Para ele, o ataque teve como objetivo "desestabilizar e aterrorizar" a região.

Na Grã-Bretanha, o ministro das Relações Exteriores Jack Straw disse que os responsáveis pelo ataque não demonstram nenhum respeito pelo Islã, ao matar homens, mulheres e crianças durante o Ramadã.

Os governos da Rússia e da Itália reafirmaram a necessidade de uma luta global contra o terrorismo.

O ataque ocorreu após os governos americano e britânico divulgarem, no sábado, alertas de possíveis ataques contra alvos ocidentais em diversos países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita.

A embaixada americana e vários consulados dos Estados Unidos no país haviam sido fechados, no sábado.

O correspondente da BBC no Oriente Médio Paul Woods diz que ainda não se sabe qual teria sido o objetivo da Al-Qaeda com o ataque: se desestabilizar a região, ou matar alvos ocidentais.

O serviço de segurança da Arábia Saudita acredita que o ataque em Riad traz os sinais característicos dos perpetrados pela rede Al-Qaeda, a qual as autoridades sauditas responsabilizam pela escalada da violência militante islâmica no país.

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