|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Japão lidera o ranking de doações ao Fome Zero
A grande maioria das doações até agora ao programa Fome Zero fora do Brasil foram feitas por brasileiros que vivem no Japão. Dos RS$ 364 mil arrecadados nas agências do Banco do Brasil para o principal programa social do governo Lula, RS$ 349 mil (ou 95,8% do total) vieram da comunidade dekassegui. "(Os valores arrecadados) surpreenderam até a mim, que não esperava uma resposta tão grande da nossa comunidade”, contou Roberto de Camillo, gerente regional do Banco do Brasil para a Ásia. Segundo De Camillo, o perfil do doador do Fome Zero no Japão é o trabalhador brasileiro de médio escalão na indústria ou no setor de serviços do médio escalão, que está temporariamente no país asiático. “Eles têm familiares no Brasil e recebem deles informações sobre as dificuldades por que passa parte da população do nosso país.” Estima-se que cerca de 300 mil brasileiros, grande parte deles de origem japonesa, vivem atualmente no país. Rifas Um deles é Claudio Gombata, gerente comercial de um grupo de lojas voltado à comunidade brasileira - sua empresa vende roupas importadas do Brasil, produtos eletrônicos, além de ter também uma churrascaria. Gombata e seus colegas se engajaram na campanha do Fome Zero no Japão. Arrecadaram cerca de US$ 1.500 para o programa, além de organizar rifas para levantar fundos. "Com a ajuda da gerência do Banco do Brasil, criamos rifas, algo bem brasileiro, para sortear aparelhos eletrônicos como DVD players e câmeras digitais. Passamos o valor a preço de custo e tentamos arrecadar o máximo possível com essas rifas", contou. "Cada cartela de cada rifa tinha 100 nomes, e cada nome custava 500 ienes (cerca de US$ 4,50)." De Camillo acredita que o sucesso da campanha em terras japonesas é resultado da solidariedade da comunidade brasileira e do empenho dos funcionários do Banco do Brasil, que tem sete agências no Japão. Segundo ele, algumas agências fizeram campanha por arrecadação para a conta do Fome Zero aos sábados, dia em que as agências do BB estão abertas e recebem o maior número de clientes no Japão. "Só aqui no Japão superamos os US$ 100 mil, com quase 8.000 doadores", afirmou o gerente do BB. "Isso apesar do distanciamento que estamos dos problemas brasileiros. E essa comunidade vem de uma situação de penúria, de dificuldade de emprego no Brasil. Acho que isso tudo somado resultou nesse engajamento, nesse espírito de solidariedade.” Cláudio Gombata disse que, ao participar da campanha do Fome Zero, está dando um voto de confiança ao governo brasileiro. "Um dia temos que dar esse voto de confiança para, quem sabe, termos um retorno", observou. "Podemos viver no exterior, em um país de primeiro mundo com um avanço tecnológico excepcional, mas jamais deixamos de ter no nosso coração o prazer de ser brasileiro e de ter orgulho por nossa pátria." |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||