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Atualizado às: 06 de novembro, 2003 - 19h49 GMT (17h49 Brasília)
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Wall Street elogia acordo brasileiro com o FMI

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Política econômica brasileira é considerada 'sensata' em Wall St.

O anúncio do novo acordo entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI) despertou reações positivas entre os analistas de mercado em Nova York.

"Este é um bom sinal", disse David Malpass, economista-chefe do banco de investimentos Bear Sterns & Co. "O fechamento do acordo sinaliza que o Brasil continua comprometido em manter a sua moeda estável."

"O país já começa a se beneficiar da sua política sensata à medida que suas taxas de juros tem caído rápida e consistentemente."

Já para Thomas Trebat, diretor de análise econômica e de mercado do Citygroup, "possivelmente o Brasil não precisará sacar o dinheiro", referindo-se ao pacote de US$ 14 bilhões.

Bom crescimento

"O acordo serve para proteger o Brasil do risco de choques externos", aponta o economista, que acredita que a taxa de juros esteja ao redor de 14% no final de 2004.

David Malpass e Thomas Trebat participaram na manhã desta quinta-feira do seminário América Latina 2004: Previsões Econômicas e Financeiras.

O evento foi promovido pela Sociedade das Américas, instituto de pesquisa independente, sediado em Nova York.

De acordo com os analistas presentes, a economia latino-americana deverá crescer em torno de 4% em 2004. O mesmo número se aplica ao Brasil.

Dependência americana

A aceleração do crescimento econômico na região deverá ser impulsionada pela recuperação da economia americana e o alto preço das commodities nos mercados globais.

Um fator negativo pode comprometer especialmente este cenário: se a inflação subir rapidamente nos Estados Unidos.

Devido justamente ao aquecimento da economia americana, o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) poderá aumentar sua taxa de juros. Hoje, a taxa está no nível historicamente baixo de 1%.

Um aumento na taxa de juros americana diminuiria o fluxo de capitais em direção a países emergentes, incluindo o Brasil.

"Nós ainda não chegamos ao ponto de inflexão de inflação (nos Estados Unidos)", disse Túlio Vera, chefe do departamento de dívidas de mercados emergentes em pesquisa macroeconômica da corretora Merryl Lynch.

"Entretanto, já existem bolsões de inflação na economia americana visíveis em setores como o mercado imobiliário."

Vera destacou o fato de que o Banco da Inglaterra anunciou um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros britânica, que passou de 3,5% para 3,75%.

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