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Anistia pressiona Brasil para reduzir 'crimes da polícia'
Irene Khan, secretária-geral da Anistia Internacional, desembarca no Brasil nesta sexta-feira, levando na bagagem uma estatística para pressionar o governo a combater violações de direitos humanos: segundo ela, houve um aumento de 35% no número de assassinatos cometidos por policiais no país nos últimos 12 meses. Na sua primeira visita ao Brasil desde que se tornou secretária-geral da Anistia Internacional, há dois anos, Irene vai tratar também de tortura e das condições dos presídios brasileiros. Ela vai conversar sobre o assunto tanto com a administração federal quanto com os governos de São Paulo e do Rio. A São Paulo, ela chega durante uma fase de recrudecimento dos confrontos policiais causados por uma onda de atentados contra a polícia. Ao Rio, ela chega logo depois de o secretário de Direitos Humanos, João Luiz Duboc Pinaud, ter sido exonerado pela governadora Rosinha Matheus. Foi Pinaud quem denunciou a tortura do chinês naturalizado brasileiro, Chan Kim Chang, por agentes penitenciários em agosto. Chang morreu no hospital. Conselho de Segurança "Nós já estivemos em contato com o governo do Rio para tratar de tortura. O governo do Rio já sabe da nossa preocupação e o que nós queremos é discutir maneiras concretas de combater o problema", disse. Irene afirma que o Brasil é um país importante para a Anistia Internacional. Ela disse que quer estabelecer um diálogo com o governo Luiz Inácio Lula da Silva sobre questões nacionais e internacionais. "No lado internacional, achamos que o Brasil pode desempenhar um papel importante na promoção de direitos humanos. Esperamos que o Brasil use seu papel como membro do Conselho de Segurança da ONU para colocar os direitos humanos na agenda da segurança." "Internamente, a anistia gostaria de discutir como implantar mudanças concretas", acrescentou. A secretária-geral da Anistia Internacional também vai se encontrar com integrantes de ONGs brasileiras que defendem direitos humanos e que, segundo ela, estão sob pressão. "O trabalho deles não é valorizado. Muitas vezes eles são acusados de apoiar os chamados criminosos. É muito importante que recebam proteção", afirmou. A estada de Irene no Brasil vai durar uma semana e ela espera voltar para a Grã-Bretanha com o compromisso dos governos federal e estaduais de que vão combater violações de direitos humanos. |
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