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Meninas têm menos acesso à escola, diz Unesco
A discriminação dificulta o acesso de meninas à escola, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira, pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, em Nova Delhi, na Índia. Das 104 milhões de crianças que deveriam estar cursando o primário em todo o mundo, 57% são meninas. A pesquisa mostra que a igualdade entre os sexos está distante em 54 países. O estudo está sendo considerado pela Unesco o mais abrangente já realizado no mundo. Na China, por exemplo, a expectativa é que os meninos continuem tendo mais fácil acesso ao ensino secundário do que as meninas nos próximos anos. Brasil O Brasil não está entre os países que, segundo o relatório, precisam melhorar as metas de igualdade entre meninos e meninas. A igualdade entre sexo é uma das seis metas elaboradas pelo Programa Educação para Todos, endossadas por representantes de 164 países, durante o Fórum Mundial de Educação realizado em abril de 2000, em Dakar, no Senegal. Mas muitos países não devem alçancar as metas elaboradas para 2005, apesar do número de meninas nas escolas ao redor do mundo ter crescido nos últimos últimos anos mais do que os dos meninos. Os cinco países onde as disparidades são consideradas mais preocupantes são o Chade, Iêmen, Guiné-Bissau, Benin e Níger. A necessidade de complementar a renda familiar é uma das razões apontadas pela Unesco para que as meninas não estudem. Trabalho De acordo com recentes estimativas, 18% das crianças entre 5 e 14 anos – cerca de 211 milhões de crianças – trabalham. Cerca da metade são meninas. Outros fatores apontados pela pesquisa que dificultam a presença das meninas nos bancos escolares são os casamentos precoces, a contaminação pelo vírus HIV, conflitos e violência nas escolas. A pesquisa cita como exemplo o Nepal, onde 40% das meninas casam aos 15 anos de idade. Na região sul da África e no Caribe, garotas com idade entre 15 e 19 anos são infectadas com o vírus HIV em proporção entre quatro e sete vezes maior do que os meninos. A pesquisa também destaca o impacto negativo dos abusos sexuais e das práticas discriminatórias contra meninas. |
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