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Análise: Ataque no Iraque pode ter significado simbólico importante
A derrubada do Chinook pode ter um significado simbólico importante, pelo menos nos Estados Unidos. Há algumas semanas, as televisões americanas estavam cheias de reportagens com angustiados parentes de soldados, ansiosos pela volta deles e revoltados com a decisão do Pentágono de estender a estada deles no Iraque. Por enquanto, o rápido aumento do número de vítimas – quase diariamente há mortos – tem provocado poucos pedidos de retirada das tropas dos Estados Unidos do Iraque. Mas a campanha presidencial está se aproximando, e o número de vítimas se acumulando. Mais soldados americanos já foram mortos desde que a “paz” foi declarada do que durante a guerra que antecedeu a ocupação. Atitudes dos EUA As atitudes americanas são complexas. Americanos comuns não querem ver os militares do país sendo expulsos do Iraque. Muitas pessoas ainda acham, como o presidente Bush, que o serviço ainda não foi concluído. Mas há uma diferença cada vez maior entre o sucesso dos esforços de reconstrução reivindicado pelo governo Bush e o tipo de informação que muitos americanos recebem. O governo escolheu pôr a culpa nos mensageiros, a imprensa, acusando-a de distorcer os fatos. Mas, os problemas dos Estados Unidos, ainda que localizados, estão no Iraque. O incessante envio de corpos de soldados de volta para os Estados Unidos prova isso. No Iraque, o episódio vai aumentar a percepção da vulnerabilidade dos Estados Unidos. Mas os cálculos também são complexos. Os recentes ataques a bomba mataram mais civis iraquianos do que militares americanos. 'Resistência' Não está claro quem está por trás dos ataques nem em nome de quem eles são realizados. Nesse sentido, é difícil falar em “resistência” iraquiana. Há, claramente, grupos leais a Saddam que têm nostalgia do regime anterior. Também pode haver estrangeiros que chegaram ao Iraque especificamente para lutar contra os americanos, como alega o Pentágono. Mas até onde esses grupos podem reivindicar apoio real é difícil de dizer. Muitos iraquianos podem estar descontentes com a presença americana e alarmados pela insegurança e incerteza trazidos pela “liberação”. Mas isso não significa necessariamente que eles apóiam uma guerra de guerrilha contra as forças dos Estados Unidos e, certamente, não uma guerrilha em que há mais vítimas iraquianas do que americanas. |
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