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Atualizado às: 22 de outubro, 2003 - 15h28 GMT (13h28 Brasília)
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Inquérito britânico sobre morte de Diana é adiado
A princesa Diana e Dodi Al Fayed
Diana e Al Fayed morreram em Paris, em 1997

O procurador responsável pelas investigações da morte da princesa Diana na Grã-Bretanha, Michael Burgess, afirmou que ainda não estabeleceu uma data para o inquérito oficial do caso.

Burgess explicou que está envolvido em outros processos e, por isso, a investigação da morte da princesa e de seu namorado, Dodi Al Fayed, está atrasada.

"Pretendo levar em conta os resultados das investigações realizadas na França, mas muito material ainda está retido nas cortes daquele país", afirmou o procurador.

Segundo a lei da Grã-Bretanha, é obrigatória a realização de um inquérito quando um britânico morre no exterior e o corpo é devolvido ao país.

Um procurador é apontado para decidir os rumos das apurações, convocar as testemunhas, as datas dos interrogatórios e as audiências públicas.

"Ainda não tenho condições de tomar decisões definitivas sobre nenhum desses assuntos, mas o farei assim que puder", disse Burgess.

Conspiração

Burrell foi mordomo da princesa
Burrell foi mordomo da princesa

Enquanto isso, os advogados da família real britânica estão investigando o conteúdo de um livro publicado por um ex-mordomo de Diana, Paul Burrell, que traz detalhes de cartas que Diana teria escrito falando da existência de uma conspiração para matá-la num acidente de carro.

A correpondência teria sido escrita em 1992, na época em que o casamento de Diana com o príncipe Charles começava a entrar em crise.

A suposta carta foi reproduzida na edição de segunda-feira do jornal britânico Daily Mirror, que está publicando, em capítulos, o livro escrito pelo ex-mordomo.

A princesa teria escrito na carta: "Esta fase na minha vida é a mais perigosa".

Ela teria dado o nome de uma pessoa específica que estaria "planejando um acidente em meu carro, uma falha nos freios e ferimentos graves na cabeça a fim de deixar o caminho aberto para Charles se casar".

Os advogados da família real vão ter o direito de examinar a correpondência porque ela não foi deixada como herança a Burrell.

Pela lei britânica, os direitos sobre as cartas pertencem aos filhos de Diana, os príncipes William e Harry.

Na terça-feira, o governo britânico afirmou que, apesar da indicação de um promotor, não vai haver um inquérito público para investigar a morte da princesa.

"Todo o mundo sabe que as autoridades francesas têm conduzido investigações exaustivas em torno da morte da princesa", afirmou o porta-voz. "Não há motivos para repetir tudo aqui."

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