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Tribunal indicia 4 generais por crimes de guerra em Kosovo
O Tribunal Criminal Internacional para a ex-Iugoslávia indiciou quatro generais sérvios sob acusações de atrocidades cometidas durante a guerra de Kosovo. Um dos indiciados, Sreten Lukic, é o atual chefe do serviço de segurança pública de Sérvia e Montenegro, que substituiu a Iugoslávia ao fim de dez anos de conflitos nos Bálcãs. Durante a guerra, Lukic era chefe da polícia de Kosovo. Os outros suspeitos são o ex-chefe do Estado-Maior Nebojsa Pavkovic – que até o ano passado ocupava esse posto; o comandante das forças iugoslavas em Pristina (capital de Kosovo), Vladimir Lazarevic; e o chefe da polícia sérvia em Kosovo. Pavkovic, antes aliado do ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, chegou a ser elogiado pelo líder porque teria evitado o envolvimento do Exército no levante popular que levou à queda de Milosevic. Todos eles são acusados de liderar, junto com Milosevic, uma campanha de terror e violência contra civis albaneses que viviam na província de Kosovo nos anos de 1998 e 99. As acusações incluem assassinatos, perseguições e expulsões. "Empreendimento criminoso" Segundo a promotoria do tribunal – baseado em Haia, na Holanda — os quatro não tiveram envolvimento pessoal nos crimes de que são acusados, mas teriam planejado ou dado ordens para que seus subordinados destruíssem Kosovo e expulsassem os separatistas albaneses. De acordo com o indiciamento, eles seriam, portanto, individualmente responsáveis pela participação no "empreendimento criminoso" de Milosevic e do ex-presidente sérvio Milan Milutinovic, que teria resultado na deportação forçada de 800 mil civis albaneses de Kosovo. A promotora-chefe do tribunal, Carla del Ponte, disse ao Conselho de Segurança da ONU no início deste mês que iria indiciar mais 30 pessoas, "todas nos mais altos níveis de responsabilidade", até o final de 2004. A campanha de repressão em Kosovo acabou quando Belgrado foi bombardeada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan (a aliança militar ocidental liderada pelos Estados Unidos). Desde então, Kosovo se tornou uma província sérvia sob administração das Nações Unidas e da Otan. |
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