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Louzada já escreveu carta de renúncia, diz deputado
O deputado Luis Eduardo Siles, do mesmo partido do Lozada, o MNR (Movimento Nacionalista Revolucionário), disse que o presidente boliviano já escreveu sua carta de renúncia, que será entregue ao Congresso. As ruas próximas à sede do Congresso boliviano estão fortemente militarizadas para evitar que ocorra qualquer tipo de incidente durante a solenidade que deve oficializar a renúncia do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, há apenas 14 meses no poder. Há fortes boatos de que Sánchez de Lozada já teria abandonado a residência presidencial em La Paz, sede das atividades do governo há uma semana, quando os protestos contra o presidente começaram, pedindo a sua renúncia. Segundo a imprensa boliviana, Sánchez de Lozada teria viajado para Santa Cruz de La Sierra no meio da tarde desta sexta-feira. Vice Depois que o pedido alcançar o quórum necessário, os parlamentares poderão dar início à sucessão constitucional. O atual vice-presidente, Carlos Mesa, pode assumir a Presidência, caso seja confirmada a renúncia de Sánchez de Lozada, já está organizando o que ele classifica como uma comissão de pacificação, que deve acabar com a grave situação social e política do país, evitando novos atos violentos e desordem. Segundo Mesa, não seria um grande obstáculo administrar o país. De acordo com ele, todos os bolivianos e todos os parlamentares têm obrigação e estão dispostos a apoiar a democracia. A segurança também foi reforçada nas principais vias de acesso entre a cidade satélite El Alto e La Paz, por onde estão se deslocando em comboio os congressistas que vivem no interior do país. Enquanto isso, milhares de camponeses, mineradores e indígenas mantém-se concentrados no centro da capital boliviana, na histórica Praça San Francisco, esperando pelo pronunciamento de Sánchez de Lozada. Segundo estimativas das autoridades locais, 20 mil pessoas, entre habitantes da capital, trabalhadores e camponeses que chegaram de cidades vizinhas, estão próximas à sede do governo. Na avaliação dos manifestantes, apenas a renúncia poderia acabar com os protestos e os conseqüentes conflitos iniciados há mais de um mês. Muitos carregam radinhos de pilha e acompanham com grande expectativa as informações que estão sendo divulgadas pelas rádios da Bolívia sobre o futuro do presidente. A exigência dos manifestantes de que Sánchez de Lozada renunciasse, foi expressada depois que o presidente propôs a realização de um referendo consultivo para decidir como seria feita a exportação de gás natural, a inclusão da Constituinte no sistema legal vigente e a revisão da lei de petróleo e gás. Os líderes da oposição se disseram contrários a proposta governamental. Eles disseram que ela chegou muito tarde, depois das mortes de mais de 70 pessoas e mais de 400 feridos. |
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