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Reunião sobre ida de turcos para o Iraque termina sem acordo
O Conselho de Governo iraquiano não conseguiu chegar a um acordo com o administrador civil do Iraque, Paul Bremer, em relação à decisão da Turquia de enviar tropas para o país. Uma das integrantes do conselho, Songul Chapouk, disse à BBC que o conselho vai se reunir de novo com Bremer na quinta-feira. Ela disse foram discutidas idéias divergentes, com opiniões favoráveis à presença turca e outras absolutamente contrárias à chegada de militares de qualquer país vizinho do Iraque. Os membros do conselho afirmam que os países vizinhos podem ter seus próprios interesses estratégicos no Iraque. Divergências A oposição à chegada das tropas turcas ameaça trazer à tona as divergências mais sérias até agora entre o conselho de governo e as autoridades americanas. Representantes curdos que integram o conselho se opuseram particularmente à presença de tropas turcas, devido à tensão entre os curdos iraquianos e a Turquia. Ao fim da reunião, o presidente do conselho, Iyad Allawi, disse à agência de notícias Associated Press: "Não queremos tornar as coisas mais voláteis do que elas estão agora. Nâo somos contra nenhum país, mas somos a favor de um papel mais amplo da ONU e de um peso maior para as decisões do conselho de governo em aprovar ou desaprovar a chegada de mais tropas ao Iraque". A correspondente da BBC em Bagdá Jill McGivering afirma que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha podem determinar a presença de tropas turcas mesmo com as objeções do conselho. Mas ela afirma que isso enfraqueceria a credibilidade do conselho e seria uma afirmação pública de que os americanos, e não os iraquianos, estão no controle do país. O envio de tropas foi aprovado na terça-feira pelo Parlamento turco. Os Estados Unidos estavam pressionando a Turquia para se juntar às forças que estão no Iraque e ajudar na estabilização do país. Nacionalismo Seria a primeira vez que um país muçulmano enviaria soldados ao Iraque. Eles seriam levados para áreas de maioria sunita, no centro do Iraque, onde as tropas americanas enfrentam ataques quase diários, e não em áreas curdas. Mas o analista de assuntos árabes da BBC, Magdi Abdelhadi, afirma que a administração americana parece, mais uma vez, ter subestimado as diferenças culturais e regionais no Iraque. Embora a maioria dos iraquianos seja muçulmana, diz ele, isso não significa que receberiam melhor tropas de vizinhos muçulmanos do que de outros países. O correspondente lembra que o nacionalismo árabe no Iraque emergiu parte em resposta ao que muitos classificaram como opressão dos turcos otomanos durante o século 19. |
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