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Atualizado às: 08 de outubro, 2003 - 16h54 GMT (13h54 Brasília)
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Juninho Pernambucano diz que é difícil se manter titular da Seleção

Juninho Pernambucano (foto: site do Lyon)
Juninho Pernambucano em um treino de seu clube, o Lyon (foto: site do Lyon)

Buscar uma vaga cativa na Seleção Brasileira pode ser fácil para alguns, como é o caso da dupla Ronaldo-Ronaldinho. Mas nem sempre o sucesso chega tão rápido.

No grupo dos que brigam por uma posição está o meia Juninho Pernambucano, do Lyon, que apesar de várias convocações ainda busca uma posição de destaque.

O jogador de 28 anos, foi convocado para atuar no amistoso de domingo, contra a Jamaica, em Leicester, na região central da Inglaterra.

“Fico muito feliz em voltar a ser convocado, a fazer parte do grupo. Estou brigando desde 99 para me firmar na Seleção, e esta é mais uma chance de talvez disputar um amistoso, porque joguei pouco nos três amistosos de que participei", disse o jogador.

Renovação

"Eu espero sempre a chance de me firmar. Sei que é difícil, porque sempre surgem novos talentos no Brasil, principalmente na minha posição, além dos que já estão no time e são sempre convocados, o que torna difícil conseguir o espaço. Mas não dá para desistir e o jeito é aproveitar as oportunidades, como essa."

Para Juninho Pernambucano, a renovação no futebol brasileiro é constante, o que mostra a necessidade de se abrir espaço para os novos destaques, preterindo outros.

"A diferença da Seleção Brasileira para outras seleções, principalmente as européias, é que o Brasil tem uma renovação muito rápida."

Cobrança

"Então, a imprensa brasileira cobra bastante que esse jovem tenha oportunidade, dificultando um pouco para jogadores que são convocados, como é o meu caso, mas que demoram a se firmar", disse o jogador.

Outro problema enfrentado pelos que buscam uma vaga na Seleção é a cobrança dos torcedores e da imprensa, que sempre esperam que novas estrelas tenham espaço.

"A cobrança é maior do Brasil do que nos outros países. Por ser o pentacampeão do mundo, a cobrança é maior, e eu acho que é natural. O jogador brasileiro já é acostumado à cobrança, ele já está adaptado a isso."

Juninho Pernambucano, que está cumprindo seu terceiro ano de um contrato de sucesso com o Lyon, acha que na Europa as categorias de base são mais valorizadas, o que não obriga um jogador ainda em início de carreira a disputar vaga na seleção principal.

"Talvez as seleções européias sejam mais bem planejadas. Os jogadores jovens passam, por exemplo, pela sub-23, e mesmo que se destaquem acabam demorando a integrar o time principal."

"No Brasil, além de ser diferente a relação com as categorias inferiores, o campeonato brasileiro tem a capacidade de apresentar de 8 a 15 novos jogadores de grande talento a cada temporada," afirmou.

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