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Atualizado às: 07 de outubro, 2003 - 10h02 GMT (07h02 Brasília)
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Brasil cai nove posições no ranking de corrupção

Finlândia e Islândia lideram a lista dos menos corruptos; Chile é o primeiro entre os países em desenvolvimento.

Índice de Percepção de Corrupção
1 Finlândia 9,7
2 Islândia 9,6
3 Dinamarca e Nova Zelândia 9,5
5 Cingapura 9,4
6 Suécia 9,3
7 Holanda 8,9
8 Austrália, Noruega e Suíça 8,8
18 Estados Unidos 7,5
20 Chile 7,4
33 Uruguai 5,5
35 Itália 5,3
45 BRASIL, Bulgária, Rep. Checa 3,9
92 Argentina, Albânia, Etiópia, Gâmbia, Paquistão, Tanzânia, Filipinas e Zâmbia 2,5
133 Bangladesh 1,3
Transparência Internacional

O Brasil caiu nove posições na lista dos países menos corruptos do mundo, de acordo com o Índice de Percepção de Corrupção (IPC), divulgado anualmente pela organização não-governamental Transparência Internacional.

Na pontuação – que vai de 0, para o mais corrupto, a 10, para o mais – o Brasil obteve 3,9 (0,1 ponto a menos que em 2002), ficando em 54º lugar entre os 133 países pesquisados, ao lado de Bulgária e República Checa.

Em 2002, quando a lista tinha 102 países, o Brasil havia ficado em 45º lugar, com 4,0 pontos.

A queda do Brasil ocorreu por causa da entrada de novos países na pesquisa.

Dos 21 novos países que entraram na última lista, que leva em conta pesquisas feitas em 2001, 2002 e 2003, nove estão na frente do Brasil.

A Finlândia ficou de novo no topo da classificação, repetindo a pontuação de 9,7, logo na frente da Islândia, com 9,6, e de Dinamarca e Suécia, com 9,5. Somente outros dois países fizeram mais de nove pontos, Cingapura (9,4) e Suécia (9,3).

Países ricos

Entre os membros do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados), o Canadá é o primeiro, junto com o Reino Unido. Ambos têm 8,7 pontos e estão na 11ª posição.

A Alemanha (7,7) aparece em 16º, enquanto os Estados Unidos estão empatados em 18º com a Irlanda, ambos com 7,5 pontos.

"O novo IPC aponta altos níveis de corrupção tanto em países ricos quanto em países pobres. Isso demonstra que é fundamental que os países desenvolvidos garantam o cumprimento de convenções internacionais para impedir que empresas multinacionais ofereçam suborno", afirma Peter Eigen, presidente da Transparência Internacional.

Logo depois de Estados Unidos e Irlanda está o Chile, em 20º lugar, com 7,4 pontos. O Chile é o primeiro país em desenvolvimento da lista e está à frente de grandes economias como Japão, França e Espanha.

Laurence Cockcroft, presidente da Transparência Internacional na Grã-Bretanha destaca que "o índice de corrupção é muito preocupante em países europeus como Grécia e Itália e em países com grande potencial petrolífero como Nigéria, Angola, Azerbaijão, Indonésia, Cazaquistão, Líbia, Venezuela e Iraque".

A Itália, que na década de 90 foi sacudida pela "Operação Mãos Limpas", de combate a corrupção, aparece em 35º lugar, com 5,3 pontos. Um lugar acima está o Uruguai (5,4), o segundo país latino-americano da lista.

Segundo a Transparência Internacional 70% dos países fizeram menos de 5 pontos, enquanto 50% dos países em desenvolvimento fizeram menos de 3.

Para estabelecer as pontuações, a Transparência Internacional usa de três a 16 pesquisas diferentes por país.

Entre os entrevistados estão especialistas em comércio e negócios e profissionais que trabalham com análise de risco.

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