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Ação do Brasil sobre favelas pode ser exemplo, diz especialista
Os programas brasileiros podem servir de exemplo sobre como lidar com os problemas que envolvem as populações faveladas de todo o mundo. Essa é a opinião de Patrick Wakely, um dos autores do documento The Challenge Of Slums: Global Report On Human Settlements 2003 (O Desafio das Favelas: Relatório Global sobre a Moradia Humana) lançado nesta segunda-feira. O professor britânico de Desenvolvimento Urbano da Universidade de Londres diz que está observando com otimismo os esforços do governo brasileiro para lidar com o problema. "A ênfase dada pelo governo Lula com relação aos problemas de habitação e a criação do Ministério das Cidades trazem esperança", disse Wakely. "O mundo está observando com atenção os programas de erradicação e melhorias de favelas no Brasil." Os autores do relatório dizem que o país não foge à regra e também poderá ver a população de suas favelas dobrada nos próximos 30 anos. De acordo com a Habitat, agência das Nações Unidas que lida com os problemas urbanos, atualmente cerca de 1 bilhão de pessoas - ou uma em cada seis no planeta - moram em favelas. Nas próximas três décadas, o total pode ir a 2 bilhões. Políticas "Esse aumento dramático no número de moradores de favelas é o que pode acontecer se não houver mudanças de políticas e novos projetos dos governos para erradicar as favelas", diz Wakely. A principal mensagem do relatório é a participação popular. Como destacou em entrevista à BBC Brasil a diretora-executiva do Habitat, a tanzaniana Anna Tibaijuka, os governantes não devem tentar resolver tudo sozinhos. "Dou o exemplo do projeto Favela Bairro, no Rio de Janeiro, em que as próprias pessoas melhoraram o ambiente em que vivem, suas casas, redes de esgoto", disse Tibaijuka, que estará no Brasil nesta segunda-feira, data em que se comemora o Dia Mundial do Habitat. "Mas é claro que a cidade do Rio e o governo brasileiro tiveram de ajudar, fornecendo os serviços básicos." |
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