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Relatório sobre armas deve dizer que Saddam blefou
O ex-inspetor de armas da ONU (Organização das Nações Unidas) David Kay, que está à frente da busca americana por armas de destruição em massa no Iraque, apresentou nesta quinta-feira a políticos dos Estados Unidos um relatório sobre o que ele encontrou até agora. As declarações de Kay foram feitas a portas fechadas, mas acredita-se que ele tenha dito que, apesar de sua equipe ter encontrado evidências de atividades suspeitas, ainda não há provas de que Saddam Hussein tivesse armas de destruição em massa. Segundo pessoas com acesso à investigação, os vestígios de atividades suspeitas encontradas pela equipe de Kay passam pela descoberta de equipamento científico cujo uso não foi esclarecido e documentos indicando planos para aumentar o alcance de mísseis. Há relatos, ainda, de que Kay acredita que Saddam Hussein blefou, fingindo possuir armas só para tentar escapar da ameaça de invasão americana. Mais dinheiro De acordo com o jornal The New York Times, o governo americano teria pedido secretamente ao Congresso a concessão de mais US$ 600 milhões para os fiscais liderados por Kay. De acordo com o correspondente da BBC em Washington Justin Webb, a intenção da Casa Branca é usar o dinheiro para permitir que Kay retorne ao Iraque e continue seu trabalho. A Casa Branca deve ainda ressaltar que todas as descobertas reveladas nesta quinta-feira ainda não são definitivas, disse Webb. Para o governo americano, as conclusões apresentadas agora por Kay não determinarão se o Iraque tinha ou não armas de destruição em massa antes da guerra. O correspondente da BBC acredita que, depois de três meses de trabalho desenvolvido pela equipe liderada por David Kay, as descobertas estão distantes do esperado pelo governo de George W. Bush. Kay é consultor especial da agência de espionagem americana, a CIA, para a busca de armas. O risco que essas armas representariam aos Estados Unidos e seus aliados foi uma das principais justificativas para a guerra no Iraque. Kay participará de reuniões de dois dias sobre o assunto no Congresso dos Estados Unidos. |
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