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Ausência de armas no Iraque não surpreende, dizem analistas
Chris Cobb Smith, que fez parte da primeira equipe de inspetores de armas da ONU a trabalhar no Iraque, diz não ter ficado surpreso com o fato de não terem sido encontradas provas concretas da existência de armas de destruição em massa no país. Segundo ele, sempre vai ser difícil encontrar provas concretas, assim como o foi para a equipe na qual trabalhou. Segundo ele, há duas possibilidades para explicar o motivo de as armas não terem sido encontradas. "Ou elas realmente não existem ou estão muito bem escondidas", disse. Norman Bailey, professor do Instituto de Política Internacional, em Washington, e membro do Conselho de Segurança Nacional no governo Reagan, explica por que acredita que Saddam Hussein estava blefando. 'Evitar ação militar' "É bastante óbvio que Saddam estava dando a impressão de ter as armas de destruição em massa para evitar qualquer ação militar contra o seu país. Senão, suas ações e declarações antes da guerra são realmente impossíveis de entender", afirmou. "Mas agora parece que ele não tinha essas armas e, se o mundo soubesse disso antes da invasão, a guerra talvez não tivesse acontecido", completou. Para Cobb Smith, os inspetores de armas que primeiro estiveram no Iraque podem ter feito um trabalho tão bom que as armas foram mesmo destruídas. "Então, o Iraque ficou apenas com a tecnologia, a informação e as ferramentas para desenvolver o programa de armas, o que obviamente representaria uma ameaça potencial", disse. Segundo o professor Bailey, não há qualquer semelhança entre as possíveis ameaças nucleares representadas por Coréia do Norte, Irã e Iraque. No caso da Coréia do Norte, ele afirma que não há blefe. De acordo com o especialista, o país tem mesmo capacidade de produzir armas nucleares. "Acho que não é uma ameaça para os Estados Unidos diretamente. É uma ameça a vários aliados muito importantes dos Estados Unidos, como a Coréia do Sul e o Japão. Além da Rússia e da China, que não são aliados americanos", afirmou. Já o Irã tem dito que vai colaborar diretamente com os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que estão no país para descobrir por que vestígios de urânio foram encontrados em duas instalações. Segundo Bailey, o Irã vai fazer de tudo para escapar de possíveis sanções que a ONU reserva aos países que descumprem o Tratado de Não-Proliferação de armas nucleares. "Além disso, para eles é muito importante o que se passa no Iraque. Assim, o Irã tem dado sinais recentes de querer cooperar com os Estados Unidos na parte sul do Iraque, onde estão os xiitas." |
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