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Tribunal nigeriano anula execução por 'adultério'
Um tribunal de apelação islâmico na Nigéria absolveu, nesta quinta-feira, uma mulher condenada à morte por apedrejamento por causa de um suposto adultério. Amina Lawal foi condenada sob as leis islâmicas (sharia) que vigoram no norte do país. Cinco juízes desta vez rejeitaram sua condenação, alegando que Lawal não teve "ampla oportunidade para se defender". O caso atraiu a atenção de grupos de defesa dos direitos humanos de várias partes do mundo. Amina Lawal, de 30 anos, foi considerada culpada pelo crime de adultério por um tribunal em março, após ter dado à luz uma criança dois anos depois de ter se separado do marido anterior. 'Deus é grande' Segundo o correspondente da BBC na Nigéria, a decisão da Justiça intensificou a tensão entre cristãos e muçulmanos no país. A introdução da lei sagrada islâmica na região norte da Nigéria, nos últimos dois anos, tem gerado muita violência, o que deixou centenas de mortos. O correspondente da BBC disse que a condenação de Lawal foi recebida com surpresa, e grupos de defesa dos direitos humanos prometeram levar o caso à instância mais alta do Judiciário. Um grito de "Allahu Akbar" (Deus é grande) foi ouvido no tribunal quando o juiz ordenou a execução de Amina, na condenação anterior, assim que ela parasse de amamentar sua filha Wasila, de oito meses. Até hoje, ninguém morreu por apedrejamento por ter cometido adultério na Nigéria. Uma mulher condenada por circunstâncias muito semelhantes, no ano passado, venceu a apelação há alguns meses. Vários ladrões já tiveram suas mãos amputadas. Seguidores da sharia afirmam que não vão recuar de aplicar leis que eles vêem como sendo a vontade de Deus. |
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