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Atualizado às: 26 de setembro, 2003 - 13h34 GMT (10h34 Brasília)
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Anistia espera que Lula pressione Fidel por mudanças

Os presidentes Fidel Castro e Luiz Inácio Lula da Silva
Fidel Castro foi à posse de Lula

A primeira visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Cuba coincide com a pior fase do regime cubano nas últimas décadas, segundo organizações de direitos humanos. Mas elas acreditam que Lula pode pressionar Fidel Castro a fazer mudanças.

O presidente cubano, Fidel Castro, recebeu a condenação da comunidade internacional em março deste ano, quando mandou prender 75 dissidentes e executar três seqüestradores que tentavam escapar para os Estados Unidos.

A pesquisadora da Anistia Internacional Paige Wilhite diz que acredita na influência de Lula sobre o presidente cubano.

"Sabemos que Lula agora na ONU falou muito bem da importância dos direitos humanos no mundo. Então, esperamos que o Brasil tenha essa preocupação em mente. Que saiba que não é só falar, mas falar dos assuntos mais difíceis com as autoridades cubanas", diz.

Pressão

Paige Wilhite diz que a Anistia Internacional está proibida de entrar em Cuba há dez anos, mas afirma que a organização está fazendo pressão para que o governo liberte os dissidentes presos.

A professora Maxine Molyneux, do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Londres, afirma que o governo cubano está sentindo a pressão internacional.

"É impossível não sentir. Cuba está cada vez mais isolada na comunidade internacional. No passado, o país já escutou esse tipo de pressão", afirma.

"Por outro lado, as opções que Cuba tem na atual situação são bastante difíceis. Não há muitas opções dentro do sistema político que Cuba tem atualmente. É uma espécie de ditadura branda."

'Piores anos'

Segundo a professora, o governo tinha um grande apoio da população, mas agora vive seus piores anos. De acordo com ela, os cubanos estão esperando uma mudança, mas também estão com medo do caos que poderia resultar da queda desse regime.

Maxine explica o que ela acha que o Brasil pode fazer nessa situação.

"O Brasil tem uma relação bastante especial com Cuba. O governo atual pode exercer alguma pressão a favor de uma situação melhor na ilha."

"O Brasil tem autoridade e legitimidade. É um país da América Latina e não se juntou à política de hostilidade que marca os Estados Unidos. Há a possibilidade de fazer algo positivo nessa visita à ilha", acrescenta.

Ela afirma que a União Européia já fez inúmeros pedidos para que haja respeito às leis em Cuba.

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