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Polícia do Zimbábue vai indiciar 60 jornalistas 'irregulares'
A polícia do Zimbábue disse que todos os jornalistas do jornal The Daily News, o único considerado independente no país, serão indiciados por trabalhar sem credenciamento. As autoridades do país já haviam fechado o jornal por funcionar sem licença e processado quatro dos seus diretores por infringir as rigorosas leis que regulam a imprensa no Zimbábue. A Associação dos Jornais do Zimbábue, que publicava o The Daily News, empregava cerca de 60 jornalistas. De acordo com a agência de notícias Reuters, o The Daily News é o jornal mais vendido do país. O jornal, que tinha uma postura crítica ao presidente Robert Mugabe, não é publicado desde 12 de setembro, quando a sua sede foi fechada. Comissão O porta-voz da polícia, Wayne Bvudzijena, disse à Reuters que todos os jornalistas que trabalhavam para a Associação dos Jornais do Zimbábue sem a documentação exigida serão processados. De acordo com a lei de imprensa que passou a vigorar no país depois da reeleição de Mugabe em 2002, todos os jornais e jornalistas do país precisam ser registrados por uma comissão indicada pelo governo. Mas o pedido do jornal foi rejeitado pela comissão na sexta-feira por “não satisfazer as exigências da lei”. O The Daily News só apresentou o seu pedido de registro oito meses e meio depois do fim do prazo estabelecido pelo governo. O jornal alegou que a lei de imprensa foi criada sufocar a imprensa do país e, inicialmente, se recusou a obedecê-la. Ao explicar sua decisão, a comissão de imprensa do governo disse que o jornal esteve operando ilegalmente e se recusou a fornecer cópias gratuitas do jornal ao órgão, como exige a lei. Na semana passada, um juiz da Suprema Corte do país disse que o The Daily News deveria receber autorização para voltar a funcionar. |
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