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Atualizado às: 22 de setembro, 2003 - 21h48 GMT (18h48 Brasília)
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Relações internacionais têm nova fase com Lula, diz embaixador

José Maurício Bustani
Embaixador Bustani diz que Lula tem apelo mundial

O embaixador do Brasil em Londres, José Maurício Bustani, disse à BBC Brasil nesta segunda-feira que o discurso do presidente Luiz Inacio Lula da Silva na sede da Organização das Nações Unidas, ONU, em Nova York, marcará uma ocasião extraordinária na qual o presidente irá propor a absoluta e necessária reforma da organização, inclusive do Conselho de Segurança.

"O próprio Lula nesse momento se mistura muito com a imagem do Brasil. O Lula representa o Brasil pelo apoio, pelo número de votos que recebeu. E é um Brasil que redescobriu a sua qualidade, sua capacidade de contribuir para a solução dos problemas do mundo, através inclusive da tentativa de solução de seus problemas nacionais. O Lula é um sonhador pragmático e uma personalidade que está causando um enorme impacto no mundo", disse Bustani.

O embaixador comentou ainda a postura do Brasil em relação ao quadro de pós-guerra no Iraque, e os planos dos Estados Unidos de formarem uma força multinacional para ajudar na reconstrução do país.

"No quadro atual, na falta de um arcabouço jurídico que justifique a presença militar de outros países no Iraque, eu não vejo como o Brasil possa contribuir com tropas, porque o Brasil foi contra essa guerra, como ela foi proposta, sem a apreciação do Conselho de Segurança da ONU", afirmou o embaixador.

Fase nova

Bustani no entanto ressalta que a situação pode mudar. "Mais adiante, não sei qual a evolução que essa questão estará recebendo. Há um movimento internacional crescente em torno de procurar transferir a soberania aos iraquianos etc. No fim desse processo, o Brasil saberá repensar e rever sua posição em relação ao que se pode fazer em termos de ajudar a reconstruir o país", explicou o embaixador.

Na terça-feira, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva discursará na Assembléia Geral da ONU. Lula já adiantou que não vai mais aceitar a postura de "coitadinho da América Latina". Analistas ouvidos pela BBC Brasil nesta segunda-feira afirmaram que a política "agressiva" do presidente é diferente da adotada pelo antecessor Fernando Henrique Cardoso, e pode acabar fortalecendo o Brasil no cenário internacional.

De acordo com o embaixador brasileiro em Londres, trata-se de uma nova etapa na política mundial.

"É uma nova fase das relações internacionais, em que os países grandes do sul, com suas grandes populações, grande potencial, grande capacidade de contribuição, como é o caso de Brasil, para o fortalecimento do multilateralismo tanto político como econômico e comercial estão a dar provas de que isso é possível", afirma.

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