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Iraque anuncia reformas econômicas
A administração americana no Iraque anunciou reformas econômicas radicais no país, incluindo a venda de todas as empresas estatais, excluíndo-se as que atuam no ramo de petróleo. O anúncio surpresa feito pelo ministro das Finanças do Iraque, Kamel al-Keylani, dominou o segundo dia da reunião do Fundo Monetário Internacional em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O recém nomeado ministro apresentou um plano de reformas que, para analistas, parece um manifesto endossado por Washington com o objetivo de apagar os trinta anos de Saddam Hussein e do partido socialista Baat no Iraque. Al-Keylani disse que a liberalização do investimento estrangeiro, mudanças setor bancário e reformas em impostos e taxas "vão avançar substancialmente os esforços para se contruir uma economia aberta de mercado" no Iraque. Banco Central Outra medida importante anunciada em Dubai foi a independência total do Banco Central do país e autorização para que investidores estrageiros transfiram livremente dinheiro para dentro e para fora do país. Novas regras bancárias também vão permitir que seis bancos privados entrem no Iraque e, dentro de cinco anos, comprem as instituições financeiras locais. As reformas prevêm ainda um imposto máximo de 15% tanto para pessoas quanto para empresas. Uma taxa extra de 5%, no entanto, sera acrescentada a todas as importações, com exceção de artigos básicos como comida e remédios. Domínio Mas um correspondente da BBC em Bagdá observa que muitos iraquianos podem ver a mudança apenas como uma grande venda do país para multinacionais americanas. Diversos membros do Conselho Interino de Governo do Iraque também têm interesses financeiros e comerciais e podem ter visões fortes sobre quem deve entrar no país. Mas o ex-presidente americano Bill Clinton já pediu em uma visita a Dubai moderação das empresas americanas. "Devemos ter um papel chave e gastar muito dinheiro lá, mas, mas não acho que devamos dominar tudo", disse. |
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